Voz do Bico

Os Ratos Saíram dos Esgotos; segunda parte

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Professor Valdo Rosário. – Foto: Divulgação.

*Por Valdo Rosário

Vivemos em tempos difíceis e tenebrosos com relação a muitas autoridades, principalmente no âmbito federal, e com relação à cultura; distorções com a própria conceituação do tema citado acima. Por diversos fatores: primeiro, a cultura perdeu o status de ministério para ser uma secretária. Alguém pode dizer que isto não tem importância na prática. Pode ser que não. Entretanto, não podemos esquecer que uma das principais características da cultura e arte é o poder advindo do simbolismo. Rebaixar o Ministério para Secretaria, simbolicamente, representa muita coisa, e que interfere nas ações prática da nova pasta. A prova é uma verdadeira balburdia implantada na atual Secretaria de Cultura. A paranoia que as Escolas, Universidades e a cultura estão infectadas pelo o marxismo cultural via o filósofo italiano Antonio Gramsci (1891-1937) é uma ideologia fundamentada não em fatos, mas numa imaginação paranoica dos seus defensores.

Parece surrealista ausência de conhecimento, ingenuidade ou mau caráter de muito desses defensores; até porque o lema deles era e é acabar com a ideologia. Ou são fanfarrões ou nunca estudaram o conceito de ideologia, a partir do próprio conceito e não de delírios do senso comum.

Como já fiz uma síntese do que é a conceituação de ideologia de acordo alguns autores, compreendemos então que a ideologia não é propriedade de alguns, e que pode ser destruída. Sabemos que para eliminar uma determinada ideologia se faz necessário se colocar outra em seu lugar. Portanto, essa narrativa de um governo que tem, como uma das principais pautas, uma cruzada contra a ideologia, não faz nenhum sentido a partir da ótica da racionalidade, e sim do campo das emoções e dos delírios físicos e metafísicos.

O MEC (Ministério da Educação e Cultura) e a Secretaria de Cultura, desde o inicio do governo, foi alvo dessa transloucada obsessão, liderada pelo pseudo-filósofo o famigerado Olavo de Carvalho, para por fim, segundo ele, na ideologia alicerçada no marxismo cultural na cultura brasileira. Agora, a tragédia (não no sentido grego) disso tudo são as pessoas que foram colocadas para combater todo tipo de ideologia e implantar uma cultura pura. O que ficou claro com o passar dos meses foi que transformaram tanto a Secretaria da Cultura e o MEC, numa verdadeira malta.

A irresponsabilidade e a falta de compromisso com a educação brasileira do governo federal foi colocar um colombiano como ministro da educação. Mas o pior de tudo é que Ricardo Vélez não entendia nada da história da educação brasileira, sendo um neófito nesse assunto. Lembro que ele foi colocado pela parte ideológica do governo, liderada pelo mandrião do conhecimento cientifico, Olavo de Carvalho. A contradição desse governo é que grita para todos que irão acabar com todo tipo de ideologia. Porém, tem a ala ideológica do governo, isso é uma piada governamental de péssima qualidade. O Vélez assumiu o Ministério da Educação e começou a fazer aquilo que ele sabia e foi justamente colocada para fazer: uma série de medidas idiotas. Terminou demitido em menos de 4 messe, por excesso de medias lunáticas.

Muitos imaginaram que com sua demissão estaria resolvido o problema. Não sabia que o Olavo de Carvalho tinha outro sujeito esquecido no esgoto do conhecimento cientifico para substituir Ricardo Vélez: o famoso Abraham Weitraub. Pelo nome, imaginou-se deve ser um intelectual refinado. Uma prova que os nomes não revelam quem é o Ser. As diferenças entre ele o Ricardo Vélez são surrealista, não no sentindo intelectual, mas sim de comportamento. O Ricardo Vélez era semelhante ao atual ministro da saúde, Nelson Teich. Os dois não consegue entender quais são suas atribuições e muitos menos explicar o que querem e que não querem. O Weitraub tem características inovadoras. Até agora ele confunde o MEC com Hollywood, Broadway ou um programa de humor. A cena patética dele, tentando imitar o ator Gene Kelly (1912-1996) no filme Cantando na Chuva; as piadas dele, de péssima qualidade. Os humoristas do Brasil fiquem tranquilos: o Weitraub não ameaça. Ao contrário, é sim matéria prima para os quadros de vocês.

Na parte técnica do ministério, o Weitraub continua com a mesma política do Vélez. Claro, com melhor aperfeiçoamento nas maluquices, como tentativa de aprovar o projeto da Escola Sem Partido, acabar com a doutrinação em todo o sistema educacional. Resumindo, desde o inicio do governo, estão tentando resolver os problemas que não existem, em contrapartida não resolvendo os que realmente existem, e ainda criando outros problemas para justificar a existência dos problemas que não existem.  A acusação que ele faz que as Universidades são verdadeiros antros de devassidão, balbúrdia e boca de fumo, pelo visto o ministro copiou o que ele imagina o que são as Universidades, e implantou no MEC. Até porque de contrabando de cocaína muitos membros desse governo entendem. Não podemos esquecer 39 quilos de cocaína no avião presidencial. De repente podem ter sido distribuídos alguns quilos do produto pelos ministérios, para permitir inspirações ideológicas de alguns.

Voltando à cultura e à arte, após esse pequeno excurso sobre o MEC, a Secretaria de Cultura no início do governo Bolsonaro foi entregue a Henrique Pires, que ficou pouco tempo e saiu após a censura explícita do governo com relação ao edital de apoio cultural a produções artísticas ao cinema, ao teatro, aos espetáculos e documentários, alegando que o governo não patrocinaria nenhum evento cultural que envolvesse alusão à “ideologia de gênero” (um conceito criado pelos próprios olavitas-bolsonaristas, a mesma tática do Weitraueb, afirmar o que não existe e negar o que existe).

Semelhante ao MEC, colocaram outro olavista como novo secretário:  Roberto Alvin, com um currículo, propício para o cargo. Entretanto, se revelou um verdadeiro lunático, ao ponto de chegar parafrasear Joseph Goebbels (1897-1945) o ministro da propaganda nazista do Adolf Hitler (1889-1945), para justificar uma arte pura. O surreal é que o Bolsonaro, mesmo com isso, tentou mantê-lo no cargo. Mas os fatos foram muito mais fortes que a ideologia bolsonarista, terminou demitido. Nesse ínterim, apareceram duas figuras exóticas, para não dizer outra coisa: Sérgio Camargo e Dante Montavani. O primeiro foi nomeado para a Fundação Palmares. Lembrando que o Sérgio Camargo é negro. Todavia, afirmou que não existe racismo no Brasil, e que a escravidão foi boa para os negros… Não é preciso falar mais nada desse sujeito que emite um discurso nojento, asqueroso que só pode vim da profundidade dos esgotos. O maestro Dante Montavani foi colocado na FUNARTE (Fundação Nacional de Artes). Esse, antes de assumir o governo, defendia que o rock incentiva ao satanismo e o aborto… Precisa falar mais alguma coisa de um indivíduo desse?

Após a demissão de Roberto Alvim, como no MEC, o governo conseguiu arrumar uma substituta pior do que o que estava: a atriz Regina Duarte. Esse governo criou um requisito básico para poder se tornar ministro: não ter nenhuma experiência na área, ou seja, o primeiro emprego, e acreditar que a terra é plana, que o COVID-19 é uma gripezinha e que foi criado pelos globalistas e comunistas para derrubar seu governo. Por exemplo, todos os ministros e secretários que não defenderam essa paranoia ou foram demitidos ou pediram exoneração. A parte exótica é que o astronauta, Ministro da Ciência e Tecnologia, o Tenente-Coronel da Aeronáutica Marcos Fontes, continuar lá. Com certeza, deve ter assinado uma declaração, dizendo que nunca foi astronauta, e que muito menos fez parte da tripulação do Foguete Soyuz 11F732, na Missão Centenário, no lançamento em 30 de Março em 2006. Em outras palavras, essa história de que ele é astronauta é Fake News, criada pelos comunistas para prejudicar sua reputação mediante o presidente Bolsonaro.

Valdo Rosário é licenciado em Filosofia pela PUC-GO. Mestre em Filosofia pela UFT. Professor de Filosofia no Ensino Médio na E. E. E. Médio Professora Elza Maria Corrêa Dantas, em São Domingos do Araguaia/PA. 4ª URE-Marabá-SEDUC/PA.

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