
*Por Zeca Tocantins
A polarização política nos empurra para um empobrecimento de ideias, me recuso a participar dessa discussão, de um lado um ser que invés de atrair repulsa, atrai um bando de fanáticos que encontram nele o reflexo daquilo que eles mesmo são. Por outro lado, alguém que assumiu a presidência por três vezes e está disposto a assumir o quarto mandato sempre montado num discurso democrático, mas se revezando no poder como se só existisse ele de importante no mundo.
Prefiro nesse momento fazer uma reflexão que me parece mais pertinente; em que estágio se encontra a humanidade? Parece que estamos regredindo intelectualmente, estamos nos desumanizando. Mas se isso é verdade, que significa essa multiplicação de Igrejas no mundo inteiro? Essas Universidades implantadas em todos os cantos? É certo que milhões de pessoas estão sendo convertidas, é certo que milhões de pessoas estão sendo formadas. Será que todo esse aparato foi transformado em apenas mais uma engrenagem do mercado financeiro?…
Bolsonaro chegou ao cargo máximo que a política oferece, não só chegou como levou os filhos: senador, deputado federal, vereador, o que significa uma trajetória de grande sucesso. O que estranha é o seu percurso; um ser ignorante, debochado, improdutivo, mesmo assim admirado por tantos. Como um ser assim pode atrair tanta gente? Dizem que errar é humano, eu digo que humano mesmo é reconhecer o erro, repensar, refletir, corrigir, buscar novos caminhos, criar novas possibilidades, humano é esse recomeçar sempre na perspectiva de novas conquistas.
Lula é o Partido dos Trabalhadores, antes criado para apresentar novas lideranças, acabou virando a mesma coisa dos outros. Todos têm os seus caciques, embora falem dos tempos dos coronéis, não mudou nada. Sua escola foi o Sindicato dos Metalúrgicos no ABC Paulista. Embora alguns critiquem sua escolaridade, aquela foi a universidade que lhe rendeu conhecimento para costurar base para lhe levar ao cargo maior da política. Sua fome de poder é tanto que não consegue enxergar a falta de líderes em seu partido, abrindo espaço para criação de novas lideranças.
Estes supostos avanços na política, como criação de cotas e fundo partidário, não passam de balela. O partido até segue as determinações da Lei, mas investe apenas naqueles que desejam eleger. São trinta, quarenta candidatos, mas a legenda vai investir apenas em dois ou três, os outros são apenas figurantes. Com essa estrutura viciada, o eleitor vira presa fácil e acaba sempre votando nos mesmos nomes. Assim vamos seguindo elegendo velhas raposas e acreditando que vai sair um coelho dessa Cartola. Z T.
Zeca Tocantins é cantor, compositor, poeta, contista e ator
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