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Cidade do Pará já registra 13 casos de malária e Sesma alerta para surto da doença

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Maioria do casos ocorre no bairro do Umarizal, centro da cidade. – Foto: FREEPIK

O surto de malária se agrava na capital. Belém já registra treze casos de malária este ano. A maioria ocorreu no bairro do Umarizal, área central da cidade.

A malária é uma doença infectocontagiosa, causada pelo parasito chamado plasmódio, e transmitida pela fêmea do mosquito Anopheles. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, em 2021, a capital do Pará havia detectado sete casos da doença, após dois anos sem registros de contaminação originária.

A Prefeitura de Belém divulgou um alerta lembrando que os sintomas da doença incluem calafrios, febre alta e dores no corpo, além de suor e mal-estar. Os sintomas só começam a se manifestar, em geral, uma semana depois da pessoa ser picada. Mas o período de incubação pode ser menor ou maior, variando de pessoa para pessoa.

A psicóloga Brena foi uma das pessoas positivadas com a doença em Belém. Ela relata que procurou ajuda médica assim que começou a se sentir mal, no mês passado. “No início me diagnosticaram como uma virose, mas depois, graças à equipe do SUS, eles fizeram testagem em mim e testei positivo pra malária”, diz.

Amiga de Brena, Karina também confirmou que estava com malária depois de fazer o exame. “Eu fiquei muito desmotivada, sem energia, sentia meu corpo muito fraco e também muitas dores abdominais”.

A malária é uma doença endêmica na Amazônia. No ano passado, a Secretaria de Saúde do Pará registrou mais de 20 mil casos no estado. Mas houve redução de quase 18 por cento na comparação com 2020 (24.535).

Em Belém, segundo a prefeitura, geralmente as pessoas diagnosticadas com malária vêm infectadas de outras cidades do interior do Pará. A Secretaria de Saúde de Belém informou que os casos confirmados são monitorados e que realiza ações para eliminar o mosquito na área onde as pessoas adoeceram.

O diagnóstico precoce é fundamental e os pacientes recebem a medicação, de graça, do SUS. Mas especialistas alertam que é preciso seguir o tratamento.

“Se não fizer o tratamento completo, pode haver recaída da doença”, alerta a infectologista Tânia Chaves.

(G1 PARÁ)

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