
Um caso de maus-tratos ocorrido durante o último fim de semana, em Belém, foi divulgado nas redes sociais e mostra um coelho que foi levado, supostamente pelo próprio tutor, para uma festa de aparelhagem, realizada em uma casa de shows na Avenida Augusto Montenegro.
No vídeo é possível acompanhar algumas dançarinas no palco e um homem carregando o animal, sempre o movimentando e simulando posições sexuais. O animal se mostra assustado com a iluminação do local e o forte barulho das músicas, visto a sensibilidade auditiva desses animais.
Em outras cenas, o coelho aparece em uma roda de pessoas, sendo carregado por um homem que o força a ficar no colo, mesmo com o animal se esforçando para fugir. A roda de pessoas estava consumindo bebidas alcoólicas, colocando ainda mais em risco a vida do pet de estimação.
Para o biólogo Victor Hugo Costa, a exposição do animal a esse ambiente é um ato de crueldade, diante da super sensibilidade auditiva que os coelhos possuem. Trazendo riscos de uma possível parada cardiorrespiratória, estresse e traumas para o resto da vida do animal.
“Pelo jeito estrutural do corpo, é claro que ele estava apavorado e com medo. O animal correu o risco de falecer ali na mão da pessoa, além de desenvolver um trauma muito grande, como ansiedade e a automutilação”, detalhou o especialista.
Outro fator apontado é a falta de noção e consideração do tutor com o animal, o manuseando de forma errada, e o tratando como se fosse um simples objeto.
Após a viralização, o deputado estadual Igor Normando (Podemos) compartilhou em suas redes sociais que estava acompanhando o caso, incluindo a formalização de uma denúncia na Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (Demapa).
Segundo a equipe do político, a organização da festa de aparelhagem será autuada por ter liberado a entrada indevida do animal, além de já terem identificado a mulher que compartilhou o vídeo na internet. Ela deve prestar esclarecimentos à polícia.
Em nota, a Polícia Civil confirmou que seguem trabalhando para identificar os envolvidos no caso.
(G1 PARÁ)