
PARÁ – As lojas estão em quase toda a sua totalidade fechadas depois que o Governo do Pará recomendou isolamento social aos cidadãos do estado para a prevenção e combate ao novo coronavírus (Covid-19). De acordo com o Sindicato dos Lojistas (Sindilojas), 95% dos estabelecimentos comerciais fechados e acumulando prejuízo, por isso a categoria deve voltar abrir às portas a partir da segunda-feira (30).
“Hoje, estamos de portas fechadas. 95% dos lojistas fecharam. Temos 9 mil estabelecimentos comerciais em Belém, que empregas 35 mil pessoas.Não tem nenhum decreto nem da Prefeitura de Belém nem do Governo do Estado que proíba o funcionamento do comércio. O que está acontecendo é que os lojistas, por falta de público e questões de segurança, estão fechando as portas”, contou Joy Colares, presidente do Sindilojas.
No dia 20 de março, o governador Helder Barbalho emitiu um decreto estadual que estabeleceu medidas de prevenção contra o Covid-19, como o fechamento de Shoppings, bares e restaurantes, além da suspensão das aulas. Mas o comércio de rua pode continuar funcionando, respeitando as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), evitar aglomerações de pessoas.
“Nós tivemos bom senso desde o primeiro momento. Deixamos lojas de rua abertas, bancos abertos, lotéricas abertas, serviços essenciais para a população, supermercado, farmácia e laboratórios. Por tanto, tivemos o bom senso de não estabelecer uma quarentena generalizada. dentro do nosso estado”, disse Helder Barbalho durante coletiva na noite desta sexta-feira (27).
Governador do Pará Helder Barbalho, durante coletiva de imprensa no Palácio do Governo, em Belém. — Foto: Reprodução / Agência Pará
Segundo o Sindilojas, a categoria está se organizando para que o comércio volte à funcionar em horário reduzido para tentar evitar aglomerações por longo período.
“Tivemos acordo com o Sindicato dos Empregados do Comércio e iremos funcionar de 9h às 17h, com jornadas de 7h. É para sair do sufoco. Dependemos do público porque não há proibição de que o comércio funcione. Hoje algumas lojas já voltaram a funcionar”, afirmou Joy Colares.
No entanto, a principal preocupação do Governo do Estado é quanto às condições sanitárias nos espaços, como fácil acesso à álcool em gel 70%, lugares arejados e espaçosos para que as pessoas fiquem ao menos um metro de distância uma das outras.
“Mandamos várias recomendações para os nossos lojistas para que, quando reabrirem, reabram dando aos trabalhadores condições de higiene com o uso de álcool em gel; para que não exijam o trabalho de pessoas com idade acima de 60 anos; que haja preocupação com a higiene pessoal dos funcionários; disponibilize aos clientes álcool em gel; e regulem a quantidade de clientes dentro da loja, se for o caso”, disse a presidente do Sindilojas.
Apesar das recomendações do sindicato, há estabelecimento que não vem cumprindo com o determinado, como conta uma funcionária de uma loja de magazine que preferiu o anonimato com medo de perder o emprego.
“A empresa até forneceu máscaras, mas não temos álcool gel quando precisamos. O fluxo de pessoas até que diminuiu e a gente tenta trabalhar afastado das pessoas, mas ainda falta consciência”, contou.
“Em casa, eu moro com idosos, e como eu lido com o público, estamos tendo o cuidado de higienizar a casa, de evitar contato. O maior problema de tudo é que a loja não vende artigos de tanta necessidade, mas as pessoas continuam indo e a gente se expondo a esse risco”, completou.
(G1/PARÁ)