Alan Milhomem / Voz do Bico
AUGUSTINÓPOLIS – A Polícia Civil de Augustinópolis conseguiu desarticular a organização criminosa que tentava furtar o Banco do Brasil da cidade e tinha ligações com o Comando Vermelho. As investigações começaram após um dos integrantes, Valdemir Gomes de Lima, oferecer R$ 1 milhão ao delegado de plantão, Jacson Wutke, para soltar o suposto líder preso no último domingo (15).
“O delegado Jacson Wutke estava de plantão no dia da ocorrência [no domingo (15) quando a PM prendeu quatro suspeitos] e foi oferecido a ele a quantia de 1 milhão de reais para liberar um dos presos que seria possivelmente um dos líderes da organização criminosa e possuía o equipamento que bloqueava os sinais da agência bancária no raio de 1km. Diante da situação, e por se tratar de uma organização criminosa com alto grau de sofisticação, entramos com ação controlada para localizar os outros integrantes da organização”, relatou o delegado Thyago Bustorff, que participou da operação.
Ainda segundo o delegado, a Corregedoria da Polícia Civil foi informada da proposta oferecida ao plantonista e, com autorização Vara Criminal da Comarca de Augustinópolis, a polícia entrou na negociação com a organização. Durante a negociação, e com o apoio da Delegacia Especializada em Investigações Criminais de Palmas e do Grupo de Operações Especiais Táticas Especiais (Gote), os demais integrantes da organização criminosa passaram a ser monitorados.
Nas investigações, a polícia descobriu que o grupo tinha a intenção de furtar outra agência bancária para conseguir o dinheiro de pagar o suborno. “Inclusive a agência bancária alvo da ação já estaria sendo objeto de levantamentos anteriores da organização criminosa”, disse a polícia.
Conforme a negociação entre a polícia e a organização, na tarde dessa terça-feira (17), um integrante do grupo passaria parte do dinheiro para a polícia em uma casa na cidade de Imperatriz (MA). Desde então, equipes da PC de Augustinópolis, Deic e Gote começaram as diligências na tentativa de prender os demais suspeitos. Por volta das 6h30 desta quarta-feira (18), a polícia deflagrou a Operação Suborno e conseguiu prender mais três suspeitos de integrar a organização criminosa.
Veja o momento da chegada dos criminosos na Delegacia de Augustinópolis:
Na ação foram presos David Santos Silva (Bebezão), 35 anos, Orivaldo da Costa Nazario (Magrelo), 32 anos, e Welley Hernandes do Carmo (Negão), 29 anos. As prisões foram efetuadas na cidade de Imperatriz (MA). Orivaldo e Welley viajariam nesta manhã para Cuiabá. “O primeiro a ser preso foi Bebezão, que guardou parte dos equipamentos do grupo e estaria dando apoio a fuga dos outros dois para o Mato Groso. Magrelo e Negão estavam em um hotel nas imediações da antiga rodoviária, em Imperatriz”, disse o delegado Thyago Bustorff.
Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa possui ramificações em todos os estados do Norte e Nordeste, sendo responsável por vários furtos a agências bancárias. A organização também possui ligação com a facção Comando Vermelho. Após as prisões, os três foram apresentados no Complexo da Polícia Civil de Augustinópolis, onde serão feitos os procedimentos de prisão em flagrante e, posteriormente, serão encaminhados a cadeia pública local, até serem transferidos para um presídio de segurança máxima.
Primeiras prisões
No domingo (15), a Polícia Militar frustrou uma tentativa de furto à agência do Banco do Brasil de Augustinópolis. Quatro suspeitos de envolvimento na ação criminosa foram presos e várias ferramentas que seriam utilizadas no crime foram apreendidas, dentre elas furadeiras de impacto, pés-de-cabra e um carro com registro de furto/roubo.
Segundo a PM, durante patrulhamento à noite na cidade, a equipe percebeu a atividade suspeita de dois homens que estavam dando cobertura a outros dois indivíduos que estavam arrombando uma parede que dá acesso ao cofre da agência. Os suspeitos estavam com diversos equipamentos para realizar o ato criminoso, incluindo aparelho de bloqueio de sinal, utilizado para interromper funcionamentos de portões, alarmes e outros equipamentos eletrônicos.
Depois da prisão da dupla que dava cobertura aos outros criminosos, a polícia intensificou o patrulhamento nas imediações da agência e conseguiu localizar os outros dois suspeitos, que estavam com o restante do material apreendido. Todos os quatro presos, assim como o material apreendido, foram apresentados na Central de Flagrantes de Araguatins para os procedimentos cabíveis.
Após essas prisões, a Polícia Civil continuou as investigações que desencadearam a Operação Suborno, realizada nesta quarta-feira (18) e que resultou na prisão de mais três integrantes da organização criminosa.
