Voz do Bico

Três pessoas são indiciadas por esquema de corrupção na Assembleia Legislativa

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Foto: T1 Notícias

PALMAS – O advogado e ex-diretor geral da Assembleia Legislativa, Antonio Ianowich, o ex-diretor de Modernização Tecnológica, Danilo Parente, e o coordenador de Almoxarifado e Estoque, Flávio Negreiros Alves, foram indiciados por corrupção devido a um esquema de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Tocantins.

O ex-diretor, Antônio Ianowich, foi indiciado por concussão, peculato, associação criminosa, supressão de documentos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O operador do esquema, Flávio Negreiros, foi indiciado por concussão, peculato e lavagem de dinheiro. Já o funcionário fantasma Danilo Parente, que entregou o esquema ao MPE, terá atenuantes devido à confissão, mas será imputado por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

As investigações começaram no ano passado pelo Ministério Público Estadual e foram concluídas pela Delegacia de Combate a Corrupção, durante a 1ª fase da Operação Espectro. Eles teriam causado um prejuízo de R$ 173 mil aos cofres públicos com um esquema que seria para desviar dinheiro da Casa.

Em coletiva na manhã desta quinta-feira (22), a Polícia Civil disse que os detalhes do esquema foram descobertos após a apreensão do celular de Danilo. Os investigadores tiveram acesso à conversa dele e dois demais suspeitos. Ainda segundo a polícia, foi pedida a prisão preventiva e temporária, busca e apreensão, suspensão de função pública, bloqueio de bens e condução coercitiva, mas todos os pedidos foram negados pela Justiça.

No relatório apresentado pela Operação Espectro, Danilo Parente disse que não vai se manifestar sobre o caso. Já Ianowich informou que nesse período prestou de forma regular os serviços na Assembleia. Ele disse que foi intimado na semana passada, que prestou depoimento sobre o assunto e continua à disposição da polícia para prestar qualquer tipo de informação.

A Assembleia Legislativa informou que, ao saber dos fatos, exonerou o servidor Danilo em fevereiro do ano passado e instaurou um procedimento administrativo para apuração dos fatos. O documento foi enviado para o Ministério Público.

Segundo a Polícia Civil, a operação terá outras fases para investigar funcionários fantasmas na Assembleia e em outras instituições da administração pública estadual e municipal. Nesta primeira etapa, o foco foi a desarticulação de esquema que atuava na estrutura administrativa da Assembleia Legislativa do Tocantins.

A Operação

O inquérito conduzido pela Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública, instaurado atendendo a uma requisição do Ministério Público, a partir de uma confissão de um servidor fantasma que se apresentou espontaneamente e revelou o funcionamento do esquema.

A partir de conversas pelo WhatsApp e extratos bancários, a polícia identificou o envolvimento dos três indiciados nesta primeira fase da operação. O ex-diretor Antônio Ianowich (que atuou na casa de 2015 a 2017) é apontado pela Polícia Civil como líder do esquema. Flávio Negreiros, atual coordenador de Almoxarifado da AL, era, segundo a PC, o operador do esquema. Já Danilo Parente era o funcionário que recebia o salário na conta e devolvia valores para o operador.

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