
Seguindo com a terceira entrevista da série promovida pelo VB Notícias neste fim de ano, na oportunidade em que visitou o Bico do Papagaio em busca de apoio, o senador federal Vicentinho Alves (PR), respondeu os questionamentos sobre o movimento que já está iniciando com o intuito de promover a sua reeleição e sobre os rumos que o Tocantins e o Brasil podem levar a partir do ano que vem.
As entrevistas tiveram como objetivo conversar com políticos da região do Bico do Papagaio e do Tocantins como um todo, para fechar o ano de 2017 com uma reflexão sobre o cenário político que vivemos atualmente.
* Veja aqui a primeira entrevista com o deputado estadual Paulo Mourão (PT)
* Confira a segunda com o prefeito Ronaldo Parente de São Bento (PSB)
Veja na íntegra a entrevista com Vicentinho Alves:
Como o senhor enxerga esse trabalho de pré-campanha? A aceitação está dentro do esperado? E de que forma esse apoio aqui na região do Bico será devolvido em ações caso o senhor seja reeleito?
Nos iremos continuar da mesma forma que sempre fomos, continuaremos trabalhando, tendo atenção para as demandas da região, buscando resultados positivos. E vocês podem ver essas manifestações de apoio dos prefeitos da região, que foram espontâneas e que se devem, sobre tudo a confiança que eles depositam no projeto que desenvolvemos. Isso graças aos recursos que temos conseguido disponibilizar para os municípios através de emendas e outras ações extra-emendas, que são recursos difíceis de serem conquistados, mas que nós temos lutado para isso.
Com relação a parte legislativa eu tenho procurado ocupar espaços importantes no cenário nacional, como líder do PR e primeiro secretário do senado, trazendo sempre boas notícias para o Tocantins.
E em resposta a esse trabalho sério que desenvolvemos, hoje já possuímos cerca de 100 prefeitos que se manifestaram em apoio a minha candidatura, o que é muita coisa, visto que o Estado possui 139 municípios.
Nos discursos em apoio ao senhor nesta reunião, várias vezes se colocou em pauta a sua hospitalidade para com os prefeitos que o procuram em Brasília. Seria esse “trato” que o senhor possui o principal motivo de ter conquistado o número expressivo de apoiadores mencionado anteriormente?
Não, não é só por isso. Na verdade isso é uma coisa boa, é um item, pois eu acredito que ser cortes é uma regra entre nós seres humanos. Aquilo que eu quero pra mim eu faço para os outros, então por isso eu tento tratar todos muito bem. Eu penso que isso é um ponto. Mas o ponto principal são os resultados, com objetividade. Ser gentil é um item e ser produtivo é outro item. E nós temos tido uma produtividade, modéstia parte, muito boa. Nós temos trabalhado muito tanto pelos municípios quanto pelo governo do Estado.
As próximas eleições no Tocantins prometem ter uma situação diferente das anteriores. São muitos nomes em pauta, porém poucas definições até o momento. Qual o seu olhar sobre esse cenário?
O Ronaldo Dimas é do nosso partido, e eu como presidente regional do PR, lançamos o seu nome, que “pegou”. Ele é muito respeitado, muito bom gestor. Então ele está se preparando para isso e eu, como senador, eu já estou andando pelo estado até para já ir aperfeiçoando a “musculatura política” para esse cenário. Mas em um sentido de um voo solo para conseguir uma maior quantidade de apoio possível para conquistar a minha reeleição e também para conseguir ajudar o Dimas nessa trajetória que se inicias.
Então o nome do Ronaldo Dimas está consolidado como o candidato do PR?
Claro, e eu digo que é um nome extremamente competitivo. Tenho uma forte intuição de que ele será o governador do Tocantins.
Sobre o cenário nacional, como o senhor vê essa retomada da economia? É uma realidade ou na prática ainda não estamos caminhando?
Eu acho que nós estamos saindo dessa crise sim. As matérias que nós estamos votando no congresso nacional, que as vezes em um primeiro momento são incompreendidas e depois os números confirmam a sua necessidade. Então a inflação caiu, os juros também, os empregos estão voltando a aparecer.
Essas reformas estão então destravando o país para o capital chegar, até porque o capital não tem pátria, quem quer investir onde existam menos problemas. Por isso nós temos que aliviar a economia para assim gerar interesse dos investidores e assim conseguirmos geração de empregos e renda.
E a eleição presidencial do ano que vem, qual a avaliação do senhor sobre os nomes cotados atualmente?
Com relação a isso eu acho que ainda precisamos amadurecer um pouco mais. O cenário ainda está muito disperso até o momento. Temos que ver essa questão nacional com relação ao diretório nacional, as composições e como líder do partido eu tenho que aguardar um pouco mais e ouvir os colegas senadores, os do partido e também ouvir o povo, saber o que o povo espera.