Voz do Bico

Após Operação Espectro, Assembleia reafirma compromisso com transparência

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Foto: Divulgação

TOCANTINS – Após Operação Espectro, que indiciou dois ex-funcionários e o coordenador de almoxarifado por corrupção em um esquema de funcionários fantasmas, a Assembleia Legislativa do Tocantins divulgou nota, por meio da Diretoria de Comunicação, reafirmando o compromisso com a legalidade e a transparência de seus atos.

Ainda segundo a nota, a Direção Geral da Casa de Leis determinou a instauração de uma Comissão de Sindicância em 15 de fevereiro de 2017 para apurar possíveis desvios de conduta dos servidores Antônio Ianovich (ex-diretor geral), Flávio Negreiros (coordenador de almoxarifado) e Danilo Parente Barros, supostamente envolvidos na nomeação irregular de Danilo para o cargo de diretor de Modernização Tecnológica.

“Após a apuração das denúncias, a Assembleia enviou o processo ao Ministério Público Estadual para as devidas providências. Na época, entretanto, não ficou comprovada pela Comissão de Sindicância a participação de Flávio Negreiros nas supostas irregularidades, fato que só veio à tona nesta data, após a conclusão do inquérito instaurado pela Polícia Civil”, afirma a nota da Assembleia.

Segundo a Casa de Leis, após tomar conhecimento da suposta participação do servidor em atos ilícitos, a Assembleia Legislativa decidiu exonerá-lo imediatamente. A nota ressalta, ainda, que os atos administrativos praticados pelo ex-diretor geral da Assembleia Antônio Ianovich, foram nos anos de 2016 e início de 2017, que compreende a gestão do presidente anterior.

“A atual gestão do Legislativo estadual já abriu processo licitatório para a contratação e instalação de um sistema de registro biométrico de frequência eletrônica na Assembleia, com vistas a garantir o controle mais eficaz do cumprimento da jornada de trabalho de todos os servidores da Casa e tornar mais eficiente o serviço prestado à população”, finaliza a nota da Assembleia.

Operação Espectro

As investigações começaram no ano passado pelo Ministério Público Estadual e foram concluídas pela Delegacia de Combate a Corrupção, durante a 1ª fase da Operação Espectro. O esquema teria causado um prejuízo de R$ 173 mil aos cofres públicos com um atos administrativos que seriam para desviar dinheiro da Casa.

O advogado e ex-diretor geral da Assembleia Legislativa, Antonio Ianowich, o ex-diretor de Modernização Tecnológica, Danilo Parente, e o coordenador de Almoxarifado e Estoque, Flávio Negreiros Alves, foram indiciados por corrupção devido a um esquema de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Tocantins.

O ex-diretor, Antônio Ianowich, foi indiciado por concussão, peculato, associação criminosa, supressão de documentos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O operador do esquema, Flávio Negreiros, foi indiciado por concussão, peculato e lavagem de dinheiro. Já o funcionário fantasma Danilo Parente, que entregou o esquema ao MPE, terá atenuantes devido à confissão, mas será imputado por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. (Redação Voz do Bico, com informações da Assessoria)

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