Ao lançar oficialmente a pré-candidatura do ex-juiz e advogado Márlon Reis ao governo do Tocantins, a presidenciável Marina Silva (Rede Sustentabilidade) ressaltou que a população tocantinense terá oportunidade rara de escolher um governador e não optar pelo menos ruim como viu nas eleições passadas. “O povo tem consciência e está esperando a oportunidade para escolher. Pela primeira vez no Tocantins vai haver a oportunidade de escolher e não optar [entre o menos pior]. Escolher é uma coisa, ou seja, te dá várias opções. Agora, optar é limitado, não te dá a liberdade”, disse Marina na abertura do movimento “Diálogo pelo Tocantins”, da Rede, na noite dessa sexta-feira, 24, no auditório da escola municipal Padre Josimo, em Palmas (TO).
O movimento iniciado oficialmente foi aberto com a presença de várias lideranças políticas nacionais e locais e representantes de diversos segmentos da sociedade como juristas, profissionais liberais, servidores públicos, movimentos sociais, lideranças indígenas e representantes de segmentos produtivos. “Guardem esta data. As coisas grandes começam com grupo de pioneiros. Eles que vão à frente com a cara e coragem. Isso é grande demais para ser apenas de um partido. A Rede quer “embalar” isso. Vamos transformar em movimento da sociedade. Historicamente quem ganha as campanhas é o marqueteiro. Ele ganha e vai embora. Mentiu à vontade e não tem compromisso com nada mais. Porém, conosco é diferente. Em vez das estruturas ganharem, vamos dar a vitória à ética, ao respeito com o cidadão, com a coisa pública e à gestão inovadora”, ressaltou.
AS ALIANÇAS
Ela fez questão de falar da importância do ingresso na política de nomes como o de Márlon Reis, que em abril de 2016 pediu exoneração da magistratura para seguir a carreira de advogado e participar ativamente da política partidária no país. “É um orgulho ter Márlon como membro da Rede por sua história e seus compromissos”, disse, ao ressaltar que ele foi o redator e um dos principais responsáveis pela criação da Lei da Ficha Limpa e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). “Hoje no Estado estão surrupiando o dinheiro da previdência dos servidores, os consignados, a Polícia Federal está a toda hora fazendo operações e revelando casos lamentáveis de corrupção. E, num momento, um filho do Tocantins vem para mudar essa situação. E ele não mudará sozinho, mudará com o fortalecimento deste movimento que percorrerá todo o Estado”, finalizou Marina ao lembrar que Márlon Reis é tocantinense de Pedro Afonso.
MODELO POLÍTICO
Em seu pronunciamento, Márlon Reis reforçou o compromisso de fazer uma gestão inovadora, que respeite à ética pública e diálogo com todos os segmentos da sociedade. “As eleições de 2018 vão enterrar o modelo político do Tocantins. Esse modelo político de negociatas, de corrupção, de Estado largado, sem planejamento, com a saúde um caos, consignado do servidor retido, rombo do Igeprev, etc…”, declarou. “As pessoas me pedem: transforme o Tocantins. Vamos fazer isso juntos. Tenho claramente em minha mente: Dinheiro público não se toca, não se mexe. Dinheiro da saúde não se mexe a não ser para salvar vidas. Dinheiro da educação não se mexe a não ser para promover a educação. Não se mexe em dinheiro de estradas se não for para aproximar as pessoas”, complementou.
Para Márlon Reis, que já vem percorrendo o Estado, o “Diálogos pelo Tocantins” dará a oportunidade para que a população seja ouvida e participe deste movimento. “Experiência da lei da ficha Limpa mostrou que só vingou porque começou de baixo. Não vamos fazer política de cima para baixo. Vamos fazer política olhando para o lado e dizendo: “faça parte desse movimento, participe ativamente, você terá espaço para isso, sim, como nunca houve aqui no Tocantins””, afirmou.
MANIFESTAÇÕES DE APOIO
O porta-voz da Rede Sustentabilidade, Zé Gustavo, disse que o evento em Palmas é um marco simbólico. “É o primeiro lançamento de pré-candidatura da Rede no Brasil. E de uma figura ética, homem que combate a corrupção. Precisamos mudar o paradigma da política. Em 2018 vamos ter a grande oportunidade de aposentar os grupos políticos que se alternam no poder. Tocantins é símbolo do Brasil. Esse processo é inspirador”, disse.
O prefeito de Palmas, Carlos Amastha, destacou a presença de Marina Silva e dos líderes nacionais e da comunidade local. Ele ressaltou feitos de sua gestão, comentou o cenário estadual e declarou ter a “plena convicção” que Marlon será um excelente governador para esse Estado. Já o deputado estadual Paulo Mourão falou do “sentimento de que é possível transformar esse país”. “A mudança passa justamente pelo o que a gente possa acreditar e agir”, disse.
A deputada federal pelo Maranhão, Eliziane Gama, reforçou a credibilidade em Márlon Reis e na Rede por suas políticas públicas sérias e transparentes. Ursula Vidal, pré-candidata da Rede ao governo do Pará, falou da “janela história de virada” na política e na gestão do Tocantins e Pará. “Para enfrentar a oligarquia e um modelo político arcaico precisamos caminhar juntos. É com diálogo que a gente constrói junto.”
O jurista Luiz Flávio Gomes, um dos principais nomes do país na área de cursos jurídicos, citou exemplos de solidariedade e disse ver que o movimento representa um novo jeito de fazer política. “E política é algo de todos.”
O professor Ronaldo Lemos, responsável pelo Marco Civil da internet no Brasil e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, ressaltou que o “Diálogos pelo Tocantins” representa momento de construção de um novo modelo político. “A partir do diálogo podemos resolver os problemas. Sentimentos negativos e distanciamento não cabem mais. Política que nos aproxima uns dos outros é o que vejo aqui”, disse, lembrando que a candidatura de Márlon Reis é um exemplo para o país.
Hélio Santana, representando os policiais civis do Estado, destacou que a Rede une pessoas com ideias novas e benéficas à população. Outro momento importante foi a manifestação do presidente da Associação dos Surdos de Palmas, Rondinelli Moreira. Com interpretação da linguagem de sinais, ele disse acreditar que esse movimento integrará à sociedade as pessoas com necessidades especiais e que a Libras (Língua Brasileira de Sinais) deve ser difundida. O líder indígena Muiru Haruwi Kuady afirmou que a comunidade indígena está esquecida no Estado. “Na política a gente precisa de representação”, disse, ao relatar muitos casos de suicídios e pedir apoio para seu povo. Ao reivindicar sensibilidade e respeito, disse acreditar no compromisso da Rede.
Também estiveram presentes no evento o vereador Thiago Lucena, de João Pessoa (PA), Márcia Barbosa (vice-presidente estadual do PT), Roni Abraão e Marcos Aires, do PRTB-TO, Edmilson Júnior e Bruna Paola (porta-vozes da Rede no Tocantins), Alessandra Muniz (presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família do Tocantins) e o bispo Esdras Baía, que também se pronunciou em nome da comunidade evangélica presente. Vereadores tocantinenses e secretários municipais também prestigiaram o evento.
(IMPRENSA MARLON REIS)
