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Jogo Limpo: “Foi condenado sem julgamento”, diz assessor de Folha

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Foto: Marcos Milhomens

PALMAS – O Assessor de Relações públicas do Presidente da Câmara Municipal de Palmas, Marcos Milhomens, em entrevista ao portal Voz do Bico, na manhã deste sábado, declarou o posicionamento oficial do presidente da Câmara Municipal de Palmas, Vereador Folha, a respeito da operação Jogo Limpo. Segundo ele, Folha não estava foragido e a operação foi articulada politicamente para atingir a sua candidatura e a de Amastha.

Confira a entrevista:

VB

Como Folha reagiu a ação da Polícia Civil?

MM

Todos nós fomos pegos de surpresa com essa operação, na manhã da sexta-feira (03). Precisamos pontuar, o que é boato e o que é fato. Existe sim uma operação acontecendo, isso é público e não queremos negar isso. Agora, em relação às acusações que estão sendo feitas, nenhuma delas procede. Primeiro, a notícia de que o presidente da Câmara, o vereador Folha Filho, está foragido. Isso não procede de forma alguma. Ele é pré-candidato a deputado estadual, fato que não muda em nada com a operação. O que acontece, é que ele estava fora do Estado, na ocasião do recesso da Câmara e foi pego de surpresa. E como qualquer cidadão, que possui direito à ampla defesa, ele já recorreu aos seus advogados. Contudo, a defesa ainda não teve acesso ao inquérito desta operação. Nós somente tivemos informações através da imprensa, com dados pouco precisos e desconexos. Mas, com a consciência tranquila, temos certeza que a justiça irá prevalecer e o vereador Folha irá provar a sua inocência.

 

VB

Se houve esse esclarecimento sobre o paradeiro de Folha, o que teria levado a toda essa especulação?

MM

É algo constrangedor e imoral. É uma verdadeira pirotecnia montada sobre o caso na véspera das convenções partidárias. É, sem dúvidas, uma execração pública. E diante desse contexto, e sem querer cometer alguma ilação, mas sem poder deixar de notar os indícios, é, no mínimo, duvidosa uma operação com esse caráter na antevéspera de uma convenção. É mais uma daquelas várias operações policiais e publicações de revistas que acontecem em vésperas de convenções aqui no Tocantins. Infelizmente, para falar a verdade, já é algo comum por aqui.

VB

Levando em conta esse ponto de vista apontado pelo senhor, quais seriam as implicações da operação ao Folha e a sua candidatura?

MM

É sempre muito pesado quando algo dessa natureza acontece. Um homem público tem toda essa mídia encima de um fato que no decorrer do processo será esclarecido e sua inocência confirmada. Contudo, resta a dúvida: ele terá o mesmo espaço para reparar o desgaste que sofreu injustamente? É muito difícil que isso venha a acontecer. Por isso, alguns danos podem ser irreparáveis, o que é péssimo.

Então, não se pode cair no erro de condenar alguém antes do julgamento. E foi isso que aconteceu. O Folha, assim como os outros citados, já tive uma condenação social e midiática. Eles, indiretamente, já estão cumprindo uma pena. Isso antes mesmo de serem julgados, o que é inconstitucional.

(Redação Voz do Bico)

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