Voz do Bico

Projeto Quelônios finaliza atividades este ano e garante a sobrevivência de 70 mil filhotes

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Fotos: Aline Vilarinho/Naturatins

PALMAS – Após 14 semanas de monitoramento, o Projeto Quelônios, desenvolvido por meio de parceria entre o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), encerra suas atividades em 2018, garantindo a sobrevivência de mais de 70 mil filhotes de tartarugas, entre elas, quatro albinas, que são consideradas raras na natureza.

O albinismo é uma condição caracterizada pela ausência de melanina e segundo a inspetora de Recursos Naturais do Naturatins, Aline Vilarinho, nasce uma tartaruga albina a cada dois milhões de filhotes. No entanto, nas praias monitoradas na região do Cantão, os técnicos do Projeto encontraram 22 tartarugas albinas, número que chamou a atenção e quatro delas foram trazidas para o Centro de Fauna do Tocantins (Cefau), em Palmas, para fins de pesquisa.

“No ambiente natural, a tartaruga albina, pela falta de pigmentação no corpo, teria menos chances de sobrevivência em função de chamarem atenção dos predadores”, ressaltou a inspetora.

Outra peculiaridade do Projeto Quelônios este ano, foi a realização de 20 translocações de ninhos. Isso porque, devido ao aumento de chuvas na região, o rio encheu mais rápido e muitos ninhos estavam sendo alagados. Para garantir a sobrevivência dos filhotes, a equipe do Projeto transferiu diversos ninhos para partes mais altas das praias. Neste processo, 900 ovos foram translocados, gerando 595 filhotes vivos.

Este ano, 289 ninhos foram monitorados sistematicamente pelo projeto. A equipe também realizou a captura de animais adultos para realização de biometria. “O objetivo foi coletar dados que nos permitam estimar a idade de maturação das tartarugas, bem como estimar o tamanho da população através da recaptura”, pontuou Aline Vilarinho.

Além do monitoramento, fiscais do Naturatins, Ibama e BPMA realizaram operações frequentes na região, combatendo o consumo predatório dos ovos e tartarugas. Este ano, o Projeto Quelônios do Tocantins teve início no mês de maio com a apresentação do projeto de pesquisa. A fase de monitoramento das tartarugas no seu período reprodutivo teve início na última semana de agosto. (Divulgação / Assessoria)

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