TOCANTINS – Os servidores do Sistema Penitenciário tocantinense reivindicam ao Governo estadual adicional noturno, horas extras e periculosidade. De acordo com a classe, após de dois anos desde a posse no concurso, nenhum desses direitos teria sido pago. Em reunião com o executivo estadual nesta segunda-feira (29), o debate não foi sanado e as entidades cogitam uma greve geral caso não haja uma proposta do executivo.
As duas associações que representam o Sistema Penitenciário Tocantinense, Associação dos Profissionais do Sistema Penitenciário do Tocantins (PROSISPEN/TO) e a Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Tocantins (ASSISPEN/TO), se reuniram com os secretários de Cidadania e Justiça, Heber Fidelis, e com o secretário da Casa Civil, Rolf Costa Vidal, para tratar sobre os direitos trabalhistas que os servidores do Sistema reivindicam.
Os Agentes de Execução Penal (Agepens) dizem que trabalham há mais de dois anos e o Governo não lhes paga diretos garantidos por lei, como adicional noturno, horas extras e periculosidade. “Durante as reuniões o Governo demonstrou interesse em atender as demandas, mas ainda assim, vamos continuar mobilizados até termos algo palpável, concreto. Esperamos por dois anos por uma solução e isso é muito tempo sem nem mesmo uma luz no final do túnel”, disse o presidente da PROSISPEN/TO, Wilton Angelis.
Como continuidade das negociações, há a previsão que no final da semana vindoura haja uma nova reunião da classe com o Governo. Enquanto isso a classe diz organizar uma assembleia geral para estudar em conjunto a melhor forma de lidar com essa problemática.
Apoio e envolvimento de outras entidades.
Logo após as associações se reunirem com o Secretário de Cidadania e Justiça, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins – SISEPE, Cleitom Pinheiro, esteve com Heber Fidelis para tratar do mesmo tema. A Federação das Associações dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins Fasp/TO também apoia a luta dos servidores do Penitenciário.