
Mulheres lideram apenas 19% das cidades do Pará. No total, 27 municípios são comandados por prefeitas. Ainda que baixo, o número é histórico é o maior já registrado. Na penúltima eleição, mulheres conquistaram apenas 16% das vagas na gestão municipal. O papel da mulher na política, seus desafios e potências, é tema de debate nesta terça-feira (9), às 19h, em live promovida pelo Conselho Regional de Psicologia do Pará e Amapá (CRP-10).
Dados do Tribunal Superior do Eleitoral (TSE) mostram que a média nacional de prefeitas eleitas no mais recente pleito foi de 12,2%, bem abaixo da média do Pará. Além disso, o registro de candidaturas femininas em 2020 foi recorde: 33,6% do total. A psicóloga Francineti Carvalho (PSDB) foi uma das eleitas. Ela foi empossada, pela terceira vez, prefeita de Abaetetuba, no nordeste do Pará.
Eleita com 28,64% dos votos, ela chefia uma equipe com equidade de gênero: secretarias e diretorias de órgãos municipais foram divididas uniformemente entre mulheres e homens. “Como mulher, enfrentei e enfrento todas as dificuldades próprias de nossa presença nos espaços de poder e decisão, infelizmente ainda recebida com incômodo por muitos. Apesar disso, sempre me mantive firme no propósito de que o poder deve ser compartilhado, com aceitação e respeito às diferenças. Com base nisso, também empossei, com orgulho, um secretariado com equidade de gênero, como já havia feito nos mandatos anteriores”, destaca Francineti.
Jureuda Guerra, presidente do CRP-10, destaca o diferencial de uma gestora com formação em Psicologia. “Até hoje, as mulheres ocupam poucos espaços na política eletiva. Nos enche de orgulho porque Francineti é psicóloga, e muitos dos problemas da cidade também atravessam questões emocionais e da saúde mental. Uma mulher psicóloga ser reeleita neste momento de pandemia é algo que acreditamos que fará muita diferença”, analisa.
“O olhar da Psicologia muito me inspirou para desenvolver ações que vieram a contribuir para redução da mortalidade infantil, combate da violência doméstica. Através da Psicologia se pensam projetos voltados para a proteção de crianças e adolescentes, entre eles a construção de creches, sendo vistas como espaços do cuidar e educar; se pensam projetos de combate à violência contra mulher. Em Abaetetuba, fomos referências em políticas de proteção da criança e do adolescente, reconhecida nacionalmente pela Fundação Abrinq”, conclui a prefeita.
Serviço
Live “Psicologia e mulheres na Política”, nesta terça-feira, 9, às 19h, pelo Facebook do CRP 10.
(G1 PARÁ)












