
O Maranhão obteve o segundo menor nível de pessoas empregadas em 2020 do país, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (10). O levantamento aponta que, apenas 38,1% dos maranhenses em idade de trabalhar, estavam ocupados no ano passado.
Na média nacional, foi a primeira vez que isso aconteceu. Em dados gerais, o estado ficou atrás somente de Alagoas, que teve 35,9% de população ocupada no ano passado, durante a pandemia de Covid-19.
A explicação pode estar relacionada com os impactos da pandemia no mercado de trabalho, somados com as medidas restritivas decretadas, como o fechamento do comércio para controlar o número de infecções por Covid-19 e combater à pandemia.
Os quatro municípios da Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa), por exemplo, chegaram a ficar com todo o todo o comércio não essencial fechado por 10 dias, devido ao ‘lockdown‘.
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Mais informalidade
O IBGE aponta que, 59% dos maranhenses viveram na informalidade no ano passado, sendo a segunda maior taxa registrada entre todos os estados da federação, ficando atrás somente do Pará com 59,6%. A média ficou acima da nacional, que chegou a 38,7%.
Em relação ao 4° trimestre de 2020, o Maranhão também teve a maior taxa de informalidade, com 60,3% – na média nacional, essa taxa foi de 39,5%.
Para o cálculo, o IBGE leva em consideração empregados do setor privado sem carteira assinada, empregados domésticos sem carteira assinada, empregador sem registro no CNPJ, trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.
No ano passado, a taxa média anual de desemprego no Maranhão chegou a 16,8%. Segundo o IBGE, houve um recuo de -2.5 em relação ao 4° trimestre do ano passado de 2020.
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Menos carteira assinada
De acordo com o IBGE, no 4º trimestre, o Maranhão apresentou a menor taxa de carteira de trabalho assinada, com 48,5%. O levantamento é feito com trabalhadores de 14 anos ou mais e que são do setor privado.
Atrás do estado, aparece o Pará (51,4%) e o Piauí (52,0%). Na média nacional, essa taxa foi de 75%. Já os maiores percentuais de carteira assinada foram observados em Santa Catarina (87,9%), Paraná (85,3%) e Rio Grande do Sul (83,9%).
Desemprego bate recorde no país
De acordo com o IBGE, os impactos negativos da pandemia do coronavírus no mercado de trabalho, levaram 20 estados brasileiros a registrarem recorde de taxa média de desemprego no ano passado.
Os resultados regionais acompanharam a média nacional. Conforme divulgado pelo IBGE na última semana de fevereiro, a taxa média anual de desemprego do país em 2020 foi de 13,5%, a maior de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
As maiores taxas foram registradas em estados do Nordeste e as menores, no Sul. Somente em sete estados a taxa de desemprego média do ano não bateu recorde. São eles: Pará, Amapá, Tocantins, Piauí, Pernambuco, Espírito Santo, e Santa Catarina.
(G1 MARANHÃO)












