Portas foram danificadas. Fotos: Divulgação.
AUGUSTINÓPOLIS – Uma confusão na madrugada desta sexta-feira, 4, no Hospital Regional de Augustinópolis, causou pânico em servidores e pacientes. Segundo testemunhas, por volta das 4h uma paciente de 58 anos que estava internada faleceu e, quando o médico foi comunicar o óbito aos familiares, estes ficaram revoltados e começaram a fazer ameaças de morte à equipe do hospital.
Médicos e enfermeiros precisaram se esconder na sala de repouso para evitar agressões físicas, enquanto pacientes que estavam nas proximidades começaram a passar mal, com medo.
Os familiares quebraram portas de vidro da recepção do hospital e um vitror, provavelmente com o uso de capacetes. Servidores consideraram o ato como terrorismo e disseram que ficaram com medo de ligar para a polícia e serem ouvidos pelos agressores. E, uma vez que o caso aconteceu de madrugada, só cerca de 30 minutos é que conseguiram entrar em contato por meio de mensagem com uma colega que estava de folga. Ainda de acordo com testemunhas a colega ligou para a polícia, que chegou em seguida mas não efetuou a prisão dos envolvidos.
Enfermeiros contam que trabalham sob pressão, uma vez que não há equipe de segurança no HRAug, e que casos de agressão por pacientes e familiares de pacientes são recorrentes.
ATUALIZAÇÃO
A redação do portal Voz do Bico entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde, que divulgou o comunicado a seguir:
Nota
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) esclarece que lamenta o óbito da paciente citada, porém não é conivente com atos violentos, como o ocorrido na madrugada desta sexta-feira, 21. A SES informa que chamou a Polícia Militar (PM) e fez o Boletim de Ocorrência (BO) do vandalismo.
Ressaltamos que a Secretaria abriu processo para contratação de empresa de segurança para as unidades hospitalares, e o mesmo segue em trâmite licitatório, na fase de análise de documentos dos licitantes.
Palmas/TO, 21 de maio de 2021
Secretaria de Estado da Saúde
Governo do Tocantins
A PM divulgou o número de WhatsApp (63) 99202-5346, que pode receber mensagens de emergência em casos como este, e enviou o seguinte relatório com o que foi apurado até o momento:
A Polícia Militar foi acionada através do telefone 190, onde o solicitante não identificado, dava conta de que uma porta de recepção do Hospital Regional de Augustinópolis havia sido quebrada durante um tumulto. No local, a PM deparou com familiares de uma senhora que havia acabado de falecer e que se encontrava em prantos.
Segundo a mulher de 29 anos, ela juntamente com suas irmãs passou toda a madrugada naquele hospital tentando saber notícias de sua mãe, até que com muita demora o médico autorizou a entrada de uma de suas irmãs para repassar a situação. Que ao perceber sua irmã retornar chorando se deu conta de que o médico havia dado a notícia de que sua mãe havia falecido, razão pela qual entrou em desespero e empurrou a porta da recepção do hospital para entrar na intenção de ver sua mãe, contudo, o funcionário do órgão, 27 anos, porteiro da recepção, afirmou que não poderiam entrar todos de uma vez sem autorização e tentou segurar a porta, sendo que ao deixar de fazer resistência a folha esquerda da porta de blindex bateu no balcão e quebrou.
Tal tumulto assustou funcionários e pacientes. Já o médico plantonista, confirmou que chamou a mulher de 29 anos para relatar a situação atual de sua genitora, a qual se exaltou junto com suas irmãs, causando pânico nos funcionários e pacientes do hospital. Inclusive, segundo o médico, com medo de ser agredido, o mesmo se trancou numa das salas do hospital até a situação se acalmar.
Visto não ficar claro quem realmente quebrou a porta durante o tumulto, e se eximirem de responsabilidade, e ainda devido a delicada situação em que familiares acabara de perder um ente querido e ainda estavam sob forte emoção, a PM orientou aos envolvidos procurarem a Delegacia de Polícia. O fato foi levado ao conhecimento da autoridade judiciária.
(Ionnara Lima – Voz do Bico)












