ANANÁS – A ex-presidente do Conselho Municipal do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (CACS/FUNDEB) de Ananás, Clenilda Mota, afirma que houve irregularidade na transição entre a antiga e a nova gestão do Conselho, motivada por interesses políticos. O secretário municipal de Educação de Ananás, Acleylton do Carmo, nega.
A ex-presidente diz que foi convocada para uma reunião do Conselho na semana passada. Chegando ao local, foi comunicada de que havia sido destituída de seu cargo.
Foi feita então uma votação para escolher os novos membros, mas a ex-presidente alega que deveria ter presidido a reunião e que houve irregularidades na votação: “Quem deveria dirigir essa reunião era a presidente do Conselho, mas quem dirigiu foi outra pessoa. Além disso, a presidente e os membros foram comunicados sobre a reunião no mesmo dia em que ela iria acontecer, enquanto o prazo mínimo da convocação deveria ser de 20 dias antes”, disse.
Outro problema apontado foi que apenas a presidente e a vice-presidente foram convocadas para a eleição, assim, os outros membros anteriores não tiveram a oportunidade de se posicionar.
Outro lado
O secretário municipal de Educação de Ananás, Acleylton do Carmo, disse que, com a instituição do Novo Fundeb através de uma lei federal criada recentemente, todos os Conselhos do Fundeb no país foram extintos automaticamente, tornando obrigatória a eleição para um novo Conselho.
“Simplesmente foi feita uma nova eleição. Quem elegeu o novo Conselho foram os profissionais e as famílias representantes da sociedade, de acordo com o que está na lei”.
O secretário também explicou que informou a todos os antigos membros sobre a reunião, mas que, devido à proibição de haver aglomerações neste momento, cada categoria escolheu apenas dois participantes para ir à votação.
“Cada grupo elegeu dois representantes (um titular e um suplente) para participarem da assembleia eletiva, para não reunir todo mundo no mesmo lugar. Os pais de alunos escolheram dois representantes, as associações da sociedade civil escolheram dois representantes, assim como os professores, etc. O processo foi imparcial, inclusive porque a maioria dos participantes são concursados”, disse.
(Voz do Bico)












