
TOCANTINS – O webinário O papel da escola na prevenção às violências contra crianças e adolescentes, promovido pela Secretaria de Estado da Educação, Juventude e esportes (Seduc), reuniu especialistas em um encontro virtual para discussões acerca do aumento dos casos de crimes praticados contra as crianças e adolescentes na pandemia, com o objetivo de contribuir para a identificação, ações de prevenção e, consequentemente, a redução desses índices.
O público da live foi composto por diretores de escolas, orientadores educacionais, coordenadores pedagógicos, professores, assistentes sociais, psicólogos, educadores sociais, agentes de saúde e conselheiros tutelares.
A titular da Seduc, Adriana Aguiar, explicou que os profissionais da educação devem estar a par das ferramentas de proteção dos estudantes. “A proposta de realização desse encontro tem como objetivo principal instrumentalizar os profissionais que atuam com crianças e adolescentes com estratégias de prevenção frente às situações de violência. Sabemos da importância de investir na formação dos servidores para que forneçam informações adequadas aos estudantes, dando espaço para que relatem situações de vulnerabilidade e possam ampará-los junto aos órgãos competentes”, frisou.
Já o promotor da Infância e Juventude, representante do Ministério Público Estadual, Sidney Fiori Júnior, abordou o papel dos educadores na identificação das diversas formas de violência. “Todos os dias esse tema deve ser lembrado e debatido, principalmente com professores, educadores. Geralmente, a revelação dos crimes ocorre nas escolas, devido à confiança que a criança tem nos educadores, e com a pandemia, as crianças foram silenciadas. Com esse retorno gradual das aulas, que está acontecendo, esperamos que esse cenário se reverta”, disse.
A presidente da associação de conselheiros tutelares, Julane Marise Gomes da Silva, apontou para as diversas formas de violência contra as crianças no âmbito familiar e social. “Seja física, sexual, moral ou psicológica, e, ainda institucional, a violação de direitos precisa ser combatida em todos os espaços. O Conselho Tutelar age sempre com urgência, visando, antes de tudo, ao atendimento de saúde, e, posteriormente, toma as medidas necessárias, orientando as famílias. É importante também dizer que a relação entre a escola e o Conselho deve ser de parceria, pensando nas competências e responsabilidades que a educação tem para esse trabalho articulado”.
É necessário possibilitar aos educadores um espaço para reflexão sobre violências tipificadas na lei 13.431/17 (Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente), abordando como identificar e lidar com a violência infantil e metodologias de prevenção, bem como evidenciar o papel dos atores da rede de proteção no enfrentamento às violações de direitos.
(Secom)












