Filhotes de tartarugas marinhas são soltos em unidade de conservação de Salinópolis

domingo, 19 de junho de 2022 às 12:47
585
Tartarugas marinhas — Foto: Ascom/Ideflor-Bio

Em torno de 50 filhotes de tartarugas marinhas foram soltas neste sábado (18), na Unidade de Conservação Monumento Natural do Atalaia, em Salinópolis, nordeste do Pará. Os filhotes são da espécie Lepidochelys olivácea, conhecida como tartaruga oliva, ameaçada de extinção.

O Monumento Natural Atalaia possui uma área de 256,58 hectares, formado pelos lagos no entorno, dunas fixas e móveis, vegetação de restinga e manguezal.

Publicidade

O processo da desova das tartarugas teve início no mês de abril e foi monitorado e fiscalizado por técnicos do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade-Ideflor-Bio e demais parceiros. O período de incubação dos ovos é de aproximadamente 45 a 60 dias.

Monitoramento

O trabalho de monitoramento consiste na demarcação da área de postura, para evitar a circulação de banhistas, veículos, predadores naturais e outros fatores que possam interferir na reprodução das espécies.

Em alguns casos os ninhos chegam a ser removidos para local seguro. Isso ocorre quando a desova é realizada em ninho próximo da faixa do mar e podem ser alcançados pela maré alta.

A diretora de Gestão e Monitoramento das unidades de conservação do Ideflor-Bio, Socorro Almeida, explica que o monitoramento é importante para proteger os animais..

“Após a eclosão dos ovos, os filhotes são levados para local seguro. Nossos técnicos e parceiros realizam a contagem, monitoramento e soltura. Essa cova tinha um pouco mais de 50 ovos, mas temos uma cova de 280 ovos, de espécie não identificada, e cujos filhotes devem começar a sair nos próximos dias”, explica.

As cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil estão ameaçadas de extinção, segundo critérios do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção e da União Internacional para a Conservação da Natureza.

A ação deste sábado é uma parceria entre o Ideflor-Bio, Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Salinas, Projeto Suaranã e comunidade local.

(G1 PARÁ)

-- Publicidade --