
*Por John Barros
“A Democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais “ – Winston Churchill.
Nos dias 02/10 e 30/10 (primeiro e segundo turnos), do ano em curso, conheceremos os eleitos que irão reger o país no quadriênio 2023-2026, pois os cargos mais importantes da nossa República estarão em disputa: deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores e Presidente.
Os fundos eleitorais e partidários terão um custo projetado de R$ 25 bilhões[1], dinheiro do Orçamento Público.
A questão aqui, caros leitores, não são as verbas anunciadas pelo poder público às campanhas políticas, mas sim as verbas públicas destinadas pelos próprios candidatos para si – isso mesmo – recursos subtraídos ilegalmente do erário público pelos agentes (a maioria).
Nas regiões Norte-Nordeste, o voto individual (segundo os próprios) custa entre R$ 150,00 e R$ 250,00, variando. Aplicando-se por compra direta do voto ou “num favor”, tudo através de um cabo eleitoral de confiança. Por exemplo, se um candidato a deputado estadual quer tirar 5 mil votos em Augustinópolis/TO (Tocantins o valor médio é de R$ 170,00), ele projeta o gasto em R$ 850 mil, simples assim. Nessas contas, para ser eleito (média de 15 mil votos) teria que desembolsar no mínimo mais de R$ 2,5 milhões.
O dinheiro proveniente dos fundos supramencionados é insuficiente para uma demanda tão alta, crescente e faminta por dinheiro e “favores”, fazendo com que o agente político se utilize de outros recursos (que não os seus) para se elegerem.
É comum no meio político que deputados/senadores (maioria) destinem emendas (recursos) para vários municípios/estados, em troca de (míseros) 15% a 25% do valor destinado, a fim de restituir gastos de campanha e/ou assegurar a próxima eleição. Infelizmente é a dura realidade em um dos países mais corruptos do mundo[2].
Dito isto, caro leitor, os culpados de tamanhas desventuras que deixam o Brasil há décadas num leito de UTI somos nós – cidadãos – exercendo de maneira tola nossos direitos e garantias fundamentais contidos no art. 14 de nossa Carga Magna, fazendo com que surjam figuras cada vez mais caricatas no cenário político, todos bancados pela alta carga tributária subtraída de nossos bolsos já vazios. No País do futebol, onde o futebol não mais encanta, são necessárias medidas agudas e inteligentes, para que nos próximos 4 anos o Brasil não saia da UTI diretamente para o IML.
[1] https://veja.abril.com.br/coluna/jose-casado/vem-ai-a-eleicao-mais-cara-da-historia/
John Barros é advogado, formado pela UFMA, pós-graduado em Direito Constitucional
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