
Uma filhote de peixe-boi foi resgatada em Melgaço, na ilha do Marajó, arquipélago no nordeste do Pará. A espécie é um dos mamíferos aquáticos mais ameaçados do Brasil, de acordo com a lista atualizada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Batizada de “Tupinambá”, a fêmea órfã foi encontrada no primeiro dia do ano por uma família de ribeirinhos. Nesta sexta-feira (6), o animal será transportado para a base federal de Caxiuanã, no mesmo município.
A peixe-boi foi resgatada por uma força-tarefa convocada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). Participaram da operação a Prefeitura, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a organização não governamental (ONG) Instituto Bicho D´água (IBD).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/f/H/kE0UXyRZOFpybrBy2XAg/peixe-1.jpg)
O casal Adanilton Silva, 28 anos, pintor, e Patrícia Silveira, 28 anos, agente comunitária de saúde, salvou o animal na Baía de Melgaço e o manteve alimentado e protegido dentro da propriedade particular.
Quem avistou a filhote sozinha, ferida e enfrentando dificuldades foi o pai de Patrícia e sogro de Adanilton, o caseiro Edilson Silveira, 47 anos. “O que a gente sabe é que, na região, é comum matarem peixe-boi pra comer, daí nós deduzimos que a mãe tenha sido capturada e o bebê tenha ficado perdido”, conta Patrícia.
A situação vem sendo acompanhada por especialistas das entidades envolvidas, de forma presencial e remota. A equipe avalia condições de cativeiro, como qualidade da água, e estado clínico, como características de comportamento e fezes. A dieta também vem sendo prescrita com formulação especial, com leite de soja, suplementos e medicamentos manejados a partir de uma mamadeira com bico adaptado.
(G1 PARÁ)












