Mulheres ganham 14,6% a menos que os homens no Tocantins, revela 1º Relatório de Transparência Salarial

segunda-feira, 25 de março de 2024 às 15:10
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Dados foram enviados por empresas com 100 ou mais funcionários, perfil exigido por lei. – Foto: Banco de Imagens / Freepik

TOCANTINS – As mulheres ganham 14,6% a menos do que os homens no estado do Tocantins. É o que aponta o 1º Relatório de Transparência Salarial já publicado no país com recorte de gênero. O documento, apresentado nesta segunda-feira, 25 de março, pelos ministérios das Mulheres e do Trabalho e Emprego (MTE), contém os principais dados extraídos das informações enviadas pelas empresas com 100 ou mais funcionários – perfil exigido por lei para apresentar os dados para o Governo Federal.

No total, 186 empresas tocantinenses responderam ao questionário. Juntas, elas somam 45 mil de empregados. A exigência do envio de dados atende à Lei nº 14.611, que dispõe sobre a Igualdade Salarial e Critérios Remuneratórios entre Mulheres e Homens, sancionada pelo presidente Lula em julho de 2023.

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A diferença de remuneração entre homens e mulheres varia de acordo com o grande grupo ocupacional. No Tocantins, em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, chega a 24,8%.

No recorte por raça, o relatório aponta que as mulheres negras, embora estejam em maior número no mercado de trabalho tocantinense, recebem menos do que as mulheres brancas. Enquanto a remuneração média da mulher negra é de R? 2.338,34, a da não negra é de R? 2.899,05. No caso dos homens, os negros recebem em média R? 2.823,79 e os não negros, R? 3.275,81.

O Relatório também contém informações que indicam se as empresas têm políticas efetivas de incentivo à contratação de mulheres, como flexibilização do regime de trabalho para apoio à parentalidade, entre outros critérios vistos como de incentivo à entrada, permanência e ascensão profissional das mulheres.

No caso do Tocantins, o relatório registrou que 53% das empresas possuem planos de cargos e salários; 35% adotam políticas para promoção de mulheres a cargos de direção e gerência; 29% têm políticas de apoio à contratação de mulheres; e 27% adotam incentivos para contratação de mulheres negras.

Apenas 20% possuem políticas de incentivo à contratação de mulheres LGBTQIAP+, 28% incentivam o ingresso de mulheres com deficiência, e apenas 4% têm programas específicos de incentivo à contratação de mulheres vítimas de violência.

Poucas empresas ainda adotam políticas como licença maternidade/paternidade estendida (16%) e auxílio-creche (16%).

(Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República)

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