Número de animais silvestres capturados em áreas urbanas da Grande São Luís passa de 1.300 em 2025

quinta-feira, 24 de julho de 2025 às 09:10
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O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) registrou de janeiro a julho de 2025, cerca de 1.335 ocorrências de captura de animais silvestres na região metropolitana de São Luís. O número expressivo chama atenção especialmente pela predominância de jiboias, que representam 63% das ações realizadas no período.

Além das serpentes, as equipes também atenderam chamados envolvendo espécies como cutias, macacos, jacarés e enxames de abelhas. Segundo os bombeiros, o aparecimento desses animais em áreas urbanas está diretamente relacionado à busca por alimento, abrigo ou à degradação dos habitats naturais, provocada pelo avanço desordenado das cidades.

Número de animais silvestres capturados em áreas urbanas da Grande São Luís passa de 1.300 em 2025 — Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros
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“Com o crescimento das cidades e o desmatamento das áreas de mata, os animais silvestres acabam se deslocando e ocupando os centros urbanos em busca de sobrevivência”, explicou a tenente Letícia Rodrigues, do Batalhão de Bombeiros Ambiental (BBA).

Apesar do temor que a presença de cobras pode causar, a tenente esclarece que, na maioria das vezes, as jiboias não representam risco à população. “As jiboias não são peçonhentas. Elas costumam se alimentar de pequenos roedores e aves. Apesar de seu tamanho causar temor, são animais que geralmente não atacam, se não forem provocados”, afirmou.

Os bairros localizados nas proximidades de matas e terrenos baldios estão entre os que mais concentram esse tipo de ocorrência. Diante de qualquer aparição de animal silvestre em área urbana, a recomendação é clara: não se aproxime, não tente capturar e acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

A tenente Letícia também reforça a importância da educação ambiental e do planejamento urbano responsável. “A convivência com a fauna faz parte da nossa realidade. Portanto, é preciso desenvolver ações de educação ambiental e planejamento urbano, que considerem essa convivência de forma segura e respeitosa para ambos os lados”, completou.

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