O pato louco

quinta-feira, 18 de junho de 2026 às 07:23
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Foto: Arquivo pessoal

*Por Angelo Cavalcante

O Encontro do G7, na França, está sendo, sobretudo, a partir do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um festival, uma larga passarela de horrores.

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De ataque desrespeitoso e misógino a Brigitte Macron , esposa do presidente francês, Emanuel Macron até a indiferenças protocolares, deseducações e descumprimentos a chefes-de-Estado, Trump foi capaz de acionar e enredar.

Isso fere, ora, ora… As regras mais básicas e elementares da própria diplomacia internacional; macula cânones essenciais para diálogos diplomáticos dignos, decentes, comedidos e propositivos. É como se esse sujeito não tivesse saído do pré-escolar.

Donald Trump, reparem bem, é mais ou menos como aquele aluno que joga bolinha de papel nos outros; é o sujeito que posta chiclete na cadeira alheia; é o indisciplinado e que lança pedacinhos de papel no rosto dos colegas pelo canudinho do suco.

É espantoso!

O ponto alto, o clímax, o cimo da baixaria, da loucura trumpista se deu quando o anfitrião Macron, já em sala de reuniões, eleva o encontro com cumprimentos, saudações e recomendações e o norteamericano, de repente, se ergue, se levanta e aos brados, vocifera: “Eu sou o chefe aqui!”.

Todos se assustaram… Lula da Silva, o presidente brasileiro, sorriu discretamente; outros não se fizeram de rogado e a plenos pulmões, soltaram gargalhadas rasgadas ao descabido rompante de Trump. Um Macron completamente desconcertado e, claro, paciente, o acolheu afetuosamente, concedendo-lhe lugar privilegiado na mesa.

Enquanto isso, os Estados Unidos sem retroceder um milimetro em suas condutas, apresentam uma espiral de violências e hostilidades na mais grotesca, bizarra e insólita das Copas do Mundo; nessa mesma quadra, o Irã faz barba, cabelo e bigode em uma guerra onde Israel e Estados Unidos já a declaram, não por menos, perdida.

O Estreito de Ormuz , das principais passagens comerciais do mundo, fica ao pleno e total encargo do Irã, as duras e penosas sanções que Estados Unidos e seu Ocidente submisso e vassalo impõem ao mesmo Irã por quase cinquenta anos, são expressivamente reduzidas e a compulsão sanguinária de Israel sobre o Líbano e territórios da Palestina é obrigada, desse modo, a retroceder.

Trump, o “pato louco”, perdeu em tudo!

Sua performance bisonha e ensandecida de homem octogenário nada, absolutamente nada, tem que ver com sua idade… Aliás, sua suposta maturidade serviria, quem sabe, como porto seguro, lhe traria mais e melhores condições de diálogo e negociação em um mundo intensamente efervescente. Em Trump, a virtude do tempo não surte qualquer efeito e sua patetice pública é bem antes, um biombo ético e comportamental e que visa, ao menos, esconder o desastre político e institucional do supremacismo norte-americano em um mundo acionado por pluralidades políticas, religiosas, econômicas e culturais. Um mundo, como acertadamente afirma o presidente chinês, Xi Jinping, MULTIPOLAR !

É esse o nível, o status e o patamar deste e que já se apresenta como dos piores e mais infames presidentes da história dos Estados Unidos.

Em outras letras se diz DESESPERO !

Angelo Cavalcante é  Economista, cientista político, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Itumbiara.

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