
PRAIA NORTE – A Comissão Processante Unificada da Câmara Municipal de Praia Norte aprovou, na manhã desta quarta-feira (19), por 2 votos a 1, os pareceres finais dos Processos Administrativos nº 01/2026 e nº 02/2026, instaurados contra a prefeita Bruna Gabrielle Neves Pires, conhecida como Bruna do Ho Che Mim.
A reunião foi conduzida pelo presidente da comissão, vereador José Sousa de Lima, o Zé do Teodoro. Também integram o colegiado o vereador Francisco Joel Felipe, relator, e a vereadora Larissa Maria, na condição de vogal.
Os dois pareceres foram lidos pela secretária da Câmara Municipal. Em seguida, o presidente abriu espaço para manifestação dos integrantes da comissão. Nenhum dos vereadores se pronunciou. Também não houve a presença de representante da defesa da prefeita.
Pareceres pela procedência das denúncias
Após a leitura dos documentos, o relator Francisco Joel Felipe apresentou seu parecer final, concluindo pela procedência das denúncias nos dois processos e propondo ao Plenário da Câmara a cassação do mandato da prefeita.
Durante a reunião, a vereadora Larissa Maria solicitou vista dos autos, mas o pedido foi negado pelo presidente da Comissão, que acompanhou o voto do relator. A vereadora votou contra os pareceres e deixou a reunião antes da conclusão da ata, não participando de sua assinatura.
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Próximos passos
Com a conclusão dessa etapa, será aberto prazo para vista à gestora. Na sequência, a Comissão Processante deverá encaminhar o parecer final pela procedência das denúncias e solicitar ao presidente da Câmara Municipal de Praia Norte, vereador Dil do Moacir, a convocação de uma sessão para julgamento.
De acordo com o vereador José do Teodoro, a sessão de julgamento deverá ocorrer até a próxima semana.

O que motivou os processos
Os dois processos foram instaurados há mais de dois meses e tratam de denúncias relacionadas à gestão municipal.
O Processo Administrativo nº 01/2026 apura uma suposta infração político-administrativa relacionada ao repasse dos duodécimos destinados ao Poder Legislativo Municipal. A denúncia aponta para o descumprimento do dever constitucional de realizar os repasses de forma integral e dentro do prazo legal.
Já o Processo Administrativo nº 02/2026 trata de supostas irregularidades envolvendo a contratação e a execução de contratos com a empresa Realeza Construções. O caso também está relacionado a uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.
A aprovação dos pareceres pela Comissão Processante não representa, por si só, a conclusão do processo político-administrativo. Caberá ao Plenário da Câmara, em sessão de julgamento, analisar os pareceres e deliberar sobre as denúncias e as consequências previstas na legislação.
(Redação Voz do Bico)












