Caso Cícero Paulo divide opiniões nas redes sociais

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017 às 10:21
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Apoiadores criaram uma campanha virtual

A recente prisão do Técnico de Defesa Social e ex-político, Cícero Paulo da Costa, tem causado diversas reações na sociedade de Augustinópolis e região. Do repúdio à comoção, as manifestações são diversas. Amigos e simpatizantes do acusado reagiram através de campanhas pela internet com a intenção de apoiar e tentar reverter o impacto que o acontecimento causou na imagem de Cícero.

 

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Entre os principais argumentos de quem defende o ex-político está o fato de que a suposta corruptora, que lhe teria entregue os objetos ilícitos, não foi presa e não teve a identidade revelada até o momento.

Comentários nas redes sociais em apoio à Cícero Paulo

Em entrevista exclusiva ao VB Notícias o Delegado da Polícia Civil de Augustinópolis, Jacson Wutke, explicou os detalhes da ação que culminou na prisão de Cícero Paulo. “Quando recebemos a denúncia não tínhamos informação de qual técnico estaria envolvido no caso. Até para nós foi uma surpresa encontrar o Cícero Paulo lá. Contudo procedemos dentro dos protocolos habituais”, explicou.

O que diz a defesa

Procurada, a defesa de Cícero Alega que o valor encontrado com ele diz respeito a um contrato particular que Cícero Possui com várias pessoas. Além disso, a defesa alega que o flagrante foi “preparado” e questiona a ação da polícia.

“Diante de tal afirmação, indaga-se o motivo de a primeira suspeita não ter sido presa, nem tampouco ser citado seu nome, bem como identificada no presente inquérito policial, vez que é a primeira investigada, e como se observa do contido no bojo do processo, a suspeita acabara de fazer uma visita na unidade prisional, desta forma sendo plenamente possível sua identificação”, diz um trecho da defesa.

Veja a fala completa do delegado com detalhes da operação:

“Éramos apenas quatro agentes em serviço no momento, devido ao horário da ação. Sendo assim, nos organizamos em duas equipes. Como a delegacia de Augustinópolis não possui veículos descaracterizados tivemos que utilizar um veículo pessoal nas proximidades para acompanhar o encontro de Cícero com a mulher, enquanto a viatura da polícia ficou em outro ponto da cidade para evitar que a ação policial fosse percebida pelos suspeitos (devido ser um veículo caracterizado).

Assim, ao chegar no estabelecimento em questão, a mulher se sentou com Cícero Paulo (que já se encontrava no local) e começaram a conversar. Após algum tempo ela entregou uma caixa e em seguida alguma outra coisa que não identificamos no momento, mas que depois da abordagem descobrimos ser uma quantia em dinheiro.

Passado algum tempo a mulher saiu do estabelecimento. Contudo, devido à gravidade do que estava acontecendo, não podíamos fazer a prisão dos dois naquele momento pois a prioridade da operação era identificar se havia mais algum técnico envolvido no caso. Sendo assim, a viatura que estava distante foi acionada para que abordasse a mulher em outro ponto da cidade, enquanto a equipe que estava perto do bar ficou observando as próximas ações de Cícero Paulo e o possível aparecimento de mais algum envolvido.

Comentário questionando o fato da outra suspeita não ter sido presa

A partir disso, a mulher saiu e a viatura (que estava em outro ponto da cidade) tentou interceptar o veículo, mas não conseguiu encontra-lo por conta da distância que se encontrava. Já o Cícero Paulo, após alguns minutos demonstrou que estava a ponto de se retirar do local. Foi ai que percebemos que mais ninguém apareceria, assim procedemos com a abordagem.

O que é importante lembrar é que nesse caso a gravidade do que o Cícero Paulo fez é muitas vezes maior, uma vez que ele é um agente público, que possui obrigações legais com a sociedade. Assim, a prisão preventiva dele foi determinada, já no caso da mulher, que não foi pega em flagrante, não apresenta riscos ou danos a sociedade dentro deste caso, sendo assim pode ser, inclusive, que o juiz nem mesmo proceda com a prisão preventiva dela, isso vai depender se serão preenchidas as prerrogativa para a prisão, já que no direito a liberdade é a regra, e somente são presas sem condenação as pessoas que apresentam risco para a sociedade ou para o andamento das investigações. De toda forma estamos terminando o inquérito e o pedido de prisão da mulher, que já identificamos, mas não podemos revelar a identidade ainda por questões legais”, concluiu.

 

 

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