Policiais suspeitos de matar Wilque Romano são ouvidos por delegada

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018 às 11:20
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Delegada chegando no batalhão da PM para ouvir policiais (Foto: Heloísa Dantas/TV Anhanguera)

Estão sendo ouvidos na manhã desta segunda-feira (15) os policiais militares envolvidos na morte do jovem Wilque Romano da Silva, de 19 anos. O depoimento está sendo feito na sede do batalhão da Polícia Militar em Gurupi, sul do estado.

Os PMs seriam interrogados na semana passada, na delegacia de Formoso do Araguaia, onde o crime aconteceu. Porém, a ameaça de protestos fez a delegada responsável pelas investigações, Áurea Batista, adiar os depoimentos.

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A delegada chegou no quartel por volta das 9h30 desta segunda-feira. Além do soldado Leandro Marques de Castro, que disparou o tiro que matou a vítima, também serão ouvidos os militares Rick Bueno de Assis, Rafael Menez Dutra e Aldaires Monteiro da Silva, que também envolvidos na ocorrência.

Todos foram afastados das ruas e colocados em funções administrativas até o fim da investigação.

O caso aconteceu em Formoso do Araguaia, na última quarta-feira (3). A polícia afirma que Silva apontou uma arma para a viatura antes de ser baleado, mas a família negou que o jovem fosse dono da pistola supostamente encontrada com ele. Além disso, o exame pericial feito no corpo mostra que o tiro que causou a morte foi dado pelas costas da vítima.

Jovem morreu em um suposto confronto com a PM (Foto: Divulgação)

A delegada informou ainda que ouviu oito testemunha que presenciaram os momentos seguintes a morte do jovem e todos afirmaram que a vítima não estava com arma. Um vídeo mostra o momento em que um dos policiais usa luvas para mexer no corpo da vítima.

Em depoimento a Polícia Civil, a mãe de Wilque Romano, contou que o filho tinha saído de casa para ir ao supermercado quando acabou sendo morto por policiais militares. Nas redes sociais, o jovem possuía fotos mostrando manobras feitas por ele em motocicletas. Esse inclusive, teria sido o motivo da polícia iniciar a perseguição contra ele.

Segundo Valdirene Romano da Silva, o filho pode não ter obedecido à ordem de parada porque a motocicleta estava com o documento atrasado e a carteira de habilitação que possuía era provisória.

Entenda

Segundo a PM, a vítima estava no Setor Aliança em uma motocicleta e fugiu quando foi abordado. Ainda segundo a PM, Silva apontou uma arma em direção à viatura e fez um disparo, momento em que os policiais revidaram e o atingiram.

Equipes de socorro do município foram chamadas, mas o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A Polícia Civil informou que a vítima não tinha passagem pela polícia.

Na semana passada um vídeo começou a circular pelas redes sociais, mostrando os policiais mexendo no corpo de Wilque após os tiros. As imagens mostram Wilque no chão e um policial militar da Força Tática abaixado. O PM usa luvas descartáveis. Ele pega algo e entrega para o colega que está em pé. É possível ver que tem um terceiro PM atrás. O vídeo segue e mostra os policiais com uma sacola na mão.

Um perito ouvido pela TV Anhanguera disse que a ação dos PMs da Força Tática pode induzir a perícia ao erro.

(G1/TOCANTINS)

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