
Entre 2015 e 2016, a NASA conduziu um dos experimentos mais importantes para o futuro da humanidade no espaço: após passar por uma bateria de exames, o astronauta Scott Kelly embarcou em uma inédita missão de um ano na Estação Espacial Internacional, enquanto seu gêmeo idêntico Mark permaneceu na Terra. O estudo já começa a revelar seus primeiros resultados e, recentemente, virou até fake news.
Pesquisadores querem replicar o experimento promissor em um local que apresenta condições quase tão adversas quanto o espaço: o Monte Everest. Arquitetada por Christopher Mason, geneticista da Universidade Cornell, nos EUA, que liderou o estudo da expressão gênica dos irmãos Kelly, a nova pesquisa contará com gêmeos diferentes.
Fazem parte da expedição Willie Benegas, montanhista profissional de 49 anos, e o aventureiro prodígio Matt Moniz, segundanista da Dartmouth College que tem apenas 20 anos — eles pretendem atingir o cume do Everest na metade de maio. Seus irmãos gêmeos, Kaylee Moniz e Damian Benegas, ficam no nível do mar e servem como controle.
Apesar de não fazer parte do projeto de pesquisa da agência espacial americana, o estudo dos gêmeos do Everest se inspirou na agência espacial e segue os mesmos protocolos. Serão coletadas amostras de sangue e do microbioma (saliva, fezes e secreção ocular) ao longo da subida. Com isso, os pesquisadores esperam esclarecer uma dúvida do experimento com os Kelly.












