Secretaria da Agricultura, Embrapa e representantes do setor de milho discutem sobre aflatoxina

quinta-feira, 1 de novembro de 2018 às 15:43
875
Foto: Manoel Júnior / Governo do Tocantins

PALMAS – Cerca de 150 pessoas participaram, na manhã desta quinta- feira (1º), em Palmas, da primeira reunião para tratar do problema da presença da aflatoxina no milho produzido no Tocantins. O encontro ocorreu com o objetivo de esclarecer os impactos do problema em todos os elos: produtores, técnicos, exportadores e consumidores. O evento foi uma realização da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Aplicada (Embrapa).

Durante o evento, foram abordados os motivos, prevenção, níveis de tolerância, identificação e métodos de detecção par incidência da aflatoxina na cultura do milho. O pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas (MG), engenheiro agrônomo Rodrigo Veras da Costa, disse que o problema é bastante sério, apesar de em geral as pessoas conhecerem pouco sobre o assunto. As aflotoxinas é um composto tóxico produzido por fungos que crescem e se alimentarem dos grãos.

Publicidade

“Esses fungos têm o potencial de causar problemas à saúde humana e animal, é um problema de saúde pública. Por isso existe uma legislação específica para tratar do assunto com relação aos níveis da presença dessas microtoxinas nos grãos e nos diversos alimentos”, disse o pesquisador.

O palestrante explicou também onde e como o fungo cresce e em quais condições. “O problema pode acontecer desde o plantio e vai até o final da comercialização e industrialização. Os cuidados devem começar com o plantio, escolha de sementes e tratos culturais, no manejo enfim”, explicou.

A reunião se deu por solicitação dos próprios produtores e cooperativas que armazenam os grãos para comercialização exportação. “Esse ano foi detectado a presença da microtoxina em grãos produzidos no Estado, em níveis altos, isso pode atrapalhar a comercialização, principalmente para as exportações, porque os países importadores são muito criteriosos, exigentes com relação à presença dessas toxinas”, completou.

O produtor de milho do município de Bom Jesus do Tocantins, Alberto Mazola, falou sobre a importância da reunião para os agricultores. “Nós provocamos a reunião porque temos uma preocupação muito grande para conter o problema da aflatoxina, que atrapalha as exportações. Não sabemos ainda o que está acontecendo, já que nosso milho é colhido seco e teoricamente não deveria existir o fungo”, finalizou. (Divulgação / Assessoria)

-- Publicidade --