Araguatins e Esperantina receberam caravana de projeto de pesca artesanal

terça-feira, 10 de março de 2020 às 11:49
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O Propesca é um dos 19 projetos da Embrapa financiados pelo Fundo Amazônia e operacionalizados pelo BNDES. Fotos: Clenio Araújo/Embrapa/Divulgação.

BICO – Uma equipe do Propesca, projeto de pesquisa participativa com pescadores artesanais coordenado pela Embrapa e por parceiros na região amazônica, percorreu na última semana oito municípios apresentando seus primeiros dados consolidados.

Os pescadores tiveram acesso à produção de cada comunidade, às espécies mais capturadas, à renda gerada com as pescarias monitoradas, entre outros dados.

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“Essa produção, sendo mostrada, é muito importante para provar que nossos pescadores não são só pescadores de protocolo e sim pescadores, trabalhadores para sobrevivência”, disse Maria Alzenira Alves Pereira, presidente da Colônia de Pescadores de Esperantina, um dos municípios tocantinenses participantes do Propesca.

Já Basílio Cortês Lima, pescador em Araguatins (outro município tocantinense com ações do projeto), entende que existe certa imagem negativa do pescador enquanto profissional.

Mas essa é uma situação que pode ser mudada: “a Embrapa, com seu projeto, está ajudando porque já está mostrando os nossos dados que a gente está produzindo, pra gente poder ser reconhecido na frente”.

As reuniões devolutivas mostraram dados do primeiro ano do Propesca. Em 2020, será realizado novo monitoramento da produção. Em síntese, monitores pesqueiros acompanham o desembarque dos pescadores e anotam vários dados.

O objetivo é conhecer, mais de perto e com dados mais reais, a produção das comunidades acompanhadas. Os dados e as informações mais próximos da realidade poderão subsidiar a elaboração e a execução de políticas públicas voltadas à pesca artesanal.

Oito reuniões em seis dias

A agenda da equipe do Propesca foi intensa. Na segunda-feira, 2 de março, a reunião devolutiva aconteceu à noite em Araguatins. No dia seguinte, pela manhã, foi a vez de Esperantina. Na quarta, dia 4 de março, foram duas reuniões: de manhã em Xambioá-TO e, à tarde, em São Geraldo do Araguaia-PA, do outro lado do Rio Araguaia, contando com a equipe do projeto no Pará. Na quinta, Couto Magalhães-TO recebeu a equipe do projeto à tarde e, na tarde do dia seguinte, foi a vez do também município tocantinense de Araguacema.

A equipe do Pará fez também outras duas reuniões devolutivas: na sexta, dia 6 de março, em São João do Araguaia-PA e no dia seguinte, sábado, em Itupiranga-PA. E ainda está marcada outra reunião devolutiva: desta vez no dia 14 de março em Marabá-PA.

Onivaldo destaca a importância do trabalho em equipe: “a presença da Embrapa (não só a Embrapa Pesca e Aquicultura, mas a Embrapa Amazônia Oriental e a Embrapa Roraima) participando, junto também com a Unifesspa, deu uma força maior, uma representatividade, e os pescadores puderam perceber a importância que eles têm nesse cenário, a importância que a profissão deles tem para o desenvolvimento na questão de geração de renda e combate à pobreza, já que são famílias que estão em situação de vulnerabilidade”.

A Unifesspa é a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. Além dessa instituição, da Coopter e das três Unidades da Embrapa, participou da equipe que percorreu Tocantins e Pará o consultor em metodologia Lima-Green, que vem auxiliando a equipe com relação a indicadores dos desembarques pesqueiros.

(Norte Agropecuário)

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