‘Não é fácil sair’, conta estudante augustinopolina sobre dificuldade para voltar da Bolívia

sexta-feira, 17 de abril de 2020 às 14:21
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O grupo tem conseguido avanços no processo de repatriação, mas ainda faltam algumas etapas. Foto: Reprodução.

AUGUSTINÓPOLIS – A estudante augustinopolina Allana Gabriela, que faz faculdade de medicina na Bolívia e tenta retornar ao Brasil devido às suspensão das suas aulas, falou sobre as dificuldades enfrentadas pelos estudantes brasileiros no exterior.

Devido à pandemia de coronavírus, algumas fronteiras foram fechadas, impedindo que vários jovens retornem ao Brasil. Parte deles não está conseguindo fazer a troca do Real pela moeda local, o que dificulta ainda mais sua permanência no país.

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O maior problema enfrentado pelo grupo, segundo Allana, é que cada pessoa só pode sair uma vez por semana, de acordo com o número do seu documento, ao mesmo tempo em que apenas uma pessoa de cada família pode sair por vez. Para piorar. Além disso, estão restringindo a quantidade de alguns produtos alimentícios que as pessoas podem comprar.

A estudante explica que o departamento em que vive declarou estado de sítio: “Não é fácil sair. No estado que está aqui, de quarentena total, e agora com o estado de sítio, é muito difícil sair”, disse.

Allana conta que outra preocupação dos jovens é com a saúde, pois os hospitais não conseguem atender a todos os pacientes. Algumas medidas serão tomadas para que os repatriados cheguem ao Brasil sem riscos, caso algum deles esteja com covid-19 ao sair da Bolívia.

Felizmente, o governo do Tocantins foi informado, na tarde da última quinta-feira, 16, de que poderá repatriar do Paraguai 60 estudantes tocantinenses. A expectativa é trazer todos de volta o quanto antes, tanto os de Paraguai quanto os da Bolívia.

Segundo comunicado do Itamaraty enviado ao governador do Tocantins, Mauro Carlesse, alguns trâmites burocráticos ainda precisam ser resolvidos antes da viagem dos estudantes.

(Voz do Bico)

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