Com pandemia, 39 mil tocantinenses perdem postos de trabalho no 2º trimestre do ano

sábado, 29 de agosto de 2020 às 08:00
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Quantidade de trabalhadores formais e informais diminuiu. Foto: Reprodução/Internet.

TOCANTINS – Com as medidas de isolamento social para conter a proliferação do novo coronavírus, o número de tocantinenses no mercado de trabalho caiu no 2º trimestre de 2020, passando de 640 mil para 601 mil. Frente aos três primeiros meses do ano, cerca de 39 mil pessoas perderam postos de trabalho (-6,1%). Esses dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgados nesta sexta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, o nível de ocupação no Tocantins passou de 51%, para 48% e as pessoas que perderam suas vagas migraram para a desocupação ou para fora da força de trabalho (pessoas em idade de trabalhar, mas que não estão procurando emprego). No primeiro trimestre de 2020, o IBGE estimava que 81 mil pessoas de 14 anos ou mais de idade estavam desocupadas, no 2º semestre esse contingente chegou a 86 mil. Já as pessoas fora da força de trabalho passaram de 532 mil para 564 mil.

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O contingente de empregados no setor privado, excluindo trabalhadores domésticos, passou de 225 mil para 214 mil, no estado. Em comparação com o primeiro trimestre, houve redução na quantidade de formalizados, ou seja, de empregadores (9 mil para 4 mil) e de trabalhadores por conta própria (136 mil para 117 mil) com empreendimento registrado no CNPJ.

O número de empregados sem carteira de trabalho assinada também teve queda, de 86 mil pessoas para 74 mil. Já o contingente de profissionais com registro na carteira passou de 139 mil para 140 mil.

A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, esclarece, que a queda na informalidade não se deve a um maior nível de formalização do trabalho e sim à redução da ocupação entre os trabalhadores informais. “De fato houve queda na informalidade, porque os trabalhadores informais foram mais atingidos com a perda da ocupação. A queda na ocupação foi puxada por trabalhadores informais”, ressalta a analista da PNAD Contínua.

A taxa de informalidade ficou em 40,6% (244 mil pessoas) do total da população ocupada no Tocantins. Nos três primeiros meses do ano ela estava em 43,9%. Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada o IBGE considera as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregado doméstico sem carteira; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; trabalhador familiar auxiliar.

Outro dado registrado pelo levantamento do IBGE é o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas. No Tocantins, a renda do trabalhador teve leve acréscimo de 3,9%, saindo de R$ 1.897 no primeiro trimestre, para R$ 1.972 no segundo.

(Ascom IBGE-TO)

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