Após governo suspender contrato com empresa, Hospital Regional de Augustinópolis fica sem coleta de lixo

terça-feira, 13 de novembro de 2018 às 14:24
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Foto: Mágson Alves / VB

AUGUSTINÓPOLIS – O Governo do Tocantins suspendeu o contrato com a empresa Sancil Sanantonio Construtora e Incorporadora LTDA, responsável pela coleta de lixo coleta de lixo no Hospital Regional de Augustinópolis e mais 12 hospitais do estado. O termo de paralisação dos serviços foi publicado no Diário Oficial dessa segunda-feira (12), após a polícia decretar a prisão de um dos sócios da empresa, o advogado e ex-juiz eleitoral João Olinto Garcia, pai do deputado estadual Olyntho Neto.

João Olinto seria o responsável por fazer o descarte irregular dos resíduos hospitalares em um galpão de Araguaína. Por causa disso, ele e as sócias Ludmila Andrade de Paula e Waldireny de Souza Martins, tiveram as prisões decretadas e são considerados foragidos pela Polícia Civil.

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Em relação a Araguaína, o governo informou que o lixo será recolhido de forma pontual pela prefeitura da cidade. Em entrevista à TV Anhanguera, o governador Mauro Carlesse disse que o governo não tinha conhecimento de que o lixo estava sendo descartado de forma irregular.

“A responsabilidade da porta para fora já não é mais do governo. Eu espero mudar agora os procedimentos, eu quero ir até onde vai ser colocado esse lixo, de que maneira vai ser colocado. Para mim, foi muito chato, eu não gostaria de ter isso acontecendo no nosso estado”, afirmou.

A empresa foi contratada sem licitação em agosto desse ano para coletar o lixo nas unidades e recebia, por mês, mais de R$ 500 mil. A polêmica teve início na semana passada, quando um galpão com cerca de 200 toneladas de lixo hospitalar foi encontrado no Distrito Agroindustrial de Araguaína. O galpão pertenceria ao deputado estadual Olynto Neto e filho do ex-juiz eleitoral, segundo a Polícia Civil. No local deveria funcionar uma fábrica de farinha.

O governo informou que está na reta final do processo licitatório para contratação definitiva do serviço de recolhimento de resíduos das unidades hospitalares. “A atual gestão identificou a necessidade de realizar uma contratação em caráter emergencial para continuidade dos serviços, assim que a licitação for finalizada o contrato emergencial será encerrado e a empresa vencedora dará seguimento aos serviços no hospital”, disse.

A assessoria do deputado Olyntho Neto ainda não se manifestou sobre o caso. João Olinto, Ludmila Andrade de Paula e Waldireny de Souza Martins também se posicionaram sobre o caso. (Com informações do G1 Tocantins)

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