“Augustinópolis precisa de uma ousadia maior, buscar oportunidade para quem não tem”, destaca senadora Kátia Abreu em entrevista

sexta-feira, 1 de maio de 2020 às 15:20
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Kátia Abreu - Voz do Bico
Senadora Kátia Abreu. Foto: Reprodução/CHN.

BICO – O portal Voz do Bico traz a última das cinco entrevistas com os parlamentares com acentuada presença política na região, com os deputados estaduais que têm domicílio eleitoral no Bico do Papagaio, inciado na segunda-feira, 27, com o deputado Amélio Cayres (SD), seguido por Jair Farias (MDB) e Fabion Gomes. Na esfera federal, foi entrevido o deputado federal Osires Damaso.

Nesta sexta-feira, 01, é a vez da entrevista com a senadora Kátia Regina de Abreu, que é presidente estadual do Partido Progressista e nos últimos anos se tornou uma das parlamentares mais presentes no Bico do Papagaio.

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Kátia Abreu tem uma longa carreira no cenário politico do Tocantins. Formada em psicologia, por força do destino tornou-se pecuarista ao assumir, com a morte do marido em 1987, uma fazenda no sul do estado, de onde iniciou sua carreira e vida no ambiente rural, onde forjou sua carreira política.

Destacando-se entre os produtores da região, logo tornou-se presidente do Sindicato Rural de Gurupi e desde então fez vista grossa para qualquer tipo de machismo ou preconceito e “abriu picada em várias frentes”.

Foi eleita presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins, cargo que exerceu por quatro mandatos consecutivos, entre 1995 e 2005. Em 2000, chegou à Câmara Federal, foi eleita senadora por dois mandatos, escolhida como ministra da Agricultura e candidata à vice-presidência da República.

VB: Como o PP está estruturado no Bico do Papagaio para as eleições deste ano?

KA: Eu me preocupo em apoiar pessoas nas quais confio e acredito que irão fazer o melhor pela região ou cidade. Como pré-candidatos a prefeito, temos o Aquiles da Areia em Araguatins, o prefeito Armando em Esperantina, a prefeita Elizangela de São Miguel, temos um fortíssimo pré-candidato em Aguiarnópolis, enfim, o PP no Tocantins tem mais de 30 prefeitos que tentarão a reeleição. Nós acreditamos que esses pré-candidatos são capacitados para trazer as mudanças de que os municípios precisam.

VB: A nossa região está localizada entre o Pará (norte) e o Nordeste, começando pelo Maranhão. A senhora acredita que algumas cidades do Bico do Papagaio podem tornar-se polos de geração de empregos?

KA: Acredito sim. Inclusive, três ou quatro dos municípios do Bico já podem se tornar polos aglutinadores do comércio local. Araguatins, Augustinópolis, São Miguel, Axixá, Praia Norte são cidades significativas que podem dividir esse espaço, basta ter organização. O governo tem que oferecer condições de fazer uma política fiscal para fortalecer os empresários locais e incentivar a vinda de outros, para conseguirmos mudar essa realidade. Precisamos de prefeitos arrojados, que tenham essa política fiscal para trabalhar.

VB: Qual é a sua expectativa com relação à candidatura de Roni Teodoro, que foi o primeiro nomes a assumir a pré-candidatura a prefeito de Augustinópolis?

KA: Há muito tempo eu tenho expectativa quanto à candidatura do Roni. Acredito que ele deve ter uma oportunidade na prefeitura, já que é uma pessoa muito amigável, não é perseguidor de ninguém, é bem-sucedido na vida pessoal, mostrou competência na administração dos seus negócios e tem a visão empreendedora de que o Brasil está precisando, não só Augustinópolis. O município precisa de uma ousadia maior, buscar oportunidade para quem não tem e eu vejo que o Roni tem ideias administrativas de progresso pra fazer o diferente. Nós precisamos ver Augustinópolis como um polo em desenvolvimento, precisamos ter organizados os sindicatos, as faculdades, uma saúde que possa atender aos municípios do entorno. Isso movimenta o comércio e atrai outros empresários. Enfim, temos que buscar desenvolvimento. Eu e o Irajá vamos lutar pra realizar os planos que o Roni tem para Augustinópolis.

VB: A senhora também tem demonstrado uma grande simpatia pelo candidatura do araguatinense Aquiles da Areia?

KA: Ele nunca foi prefeito e tem esse sonho. Tenho uma expectativa muito boa com ele, na certeza de que ele pode trazer uma vida nova à cidade de Araguatins, que precisa muito disso. Da mesma forma é o Roni, em Augustinópolis. Aquiles é uma pessoa empreendedora que começou a vida muito humilde, que tem poucos risos mas um coração de menino, uma pessoa humana, um empresário modelo para nós porque venceu na vida honestamente.

VB: De que forma a pandemia de Covid-19 pode influenciar nas eleições de 2020?

KA: Acho que ainda está muito cedo para definirmos isso. Mas acredito que se mantivermos o isolamento necessário e uso de máscaras, vamos acabar com a pandemia rápido. Temos que seguir as orientações das autoridades médicas sanitárias e as decisões dos governantes que se baseiam nessas orientações.

VB: A senhora concorda com as medidas de isolamento social?

KA: Sim. Olha, se a gente relaxar e achar que aqui no Bico não vai ter mais casos… Eu quero alertar os amigos: cuidado com o Maranhão e sul do Pará. Se eu fosse governadora, já teria feito um controle tanto na ponte de Aguiarnópolis quanto na de São Miguel. Não é proibir a passagem, é ter um controle sanitário forte, e as duas passagens estão livres. Eu acredito que seria bom se os prefeitos e os deputados da região se mobilizarem e fizessem  uma carta para o governador pedindo um controle nas duas saídas do Bico. No mais, deixo um apelo à população para que fique em casa sempre que possível e use máscara. A fé e as orações também são muito importantes neste momento.

VB: A senhora acredita que as atitudes do presidente da República acabam influenciando de forma negativa no isolamento social?

KA: As atitudes demonstram um certo desequilíbrio no governo federal, porque o ex-ministro da Saúde falava uma coisa, o presidente da República falava outra, e a população ficava perdida. O ministro estava atendendo a uma orientação da Organização Mundial da Saúde, que tem o isolamento social como principal forma de combater o coronavírus. O presidente deveria ter um comportamento de mais tranquilidade, sem essas oscilações, até para tranquilizar a população. Ainda está muito cedo para avaliarmos o atual ministro da Saúde, mas precisamos saber qual será o plano agora.

VB – As redes sociais estarão mais presentes nesta campanha eleitoral?

KA – Não tenho a menor dúvida disso. Cada vez mais as eleições receberão influência das redes sociais; principalmente agora, vai continuar assim. Por enquanto, os candidatos poderão divulgar as ideias em grupos da internet, por exemplo. Pra fazer campanhas pessoalmente, só daqui a um tempo.

(Voz do Bico)

Veja também: Amélio Cayres fala sobre eleições 2020 e pandemia.

Deputado estadual Jair Farias conta suas expectativas para as próximas eleições.

Fabion Gomes se mostra preocupado e diz que neste momento a prioridade tem que ser a saúde da população.

Deputado Osires Damaso avalia os principais desafios para as eleições 2020.

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