AUGUSTINÓPOLIS – O produtor rural, principalmente o agricultor familiar, por diversas vezes se depara com questionamentos relacionados ao processamento e comercialização de seus produtos. Para ajudar esse produtor a conquistar novos mercados e agregar valor aos seus produtos, o governo do Tocantins, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) vem atuando na assistência técnica voltada para implantação e regularização de agroindústrias em estabelecimentos rurais.
A produtora Eva Alves Costa Nunes, da Tropical Polpas, e o produtor Mikael Lopes Cavalcante, do empreendimento Da Roça, ambos de Augustinópolis, do Projeto de Assentamentos Três Irmãos, receberam orientação e incentivo do Ruraltins para formalização e produção de polpas de frutas.
Na propriedade da dona Eva Alves, ela e o esposo Valdonez de Sousa Aguiar foram motivados pela grande quantidade de pés de acerolas. Segundo a produtora, são cerca de 200 pés da fruta plantados na pequena propriedade. Como o negócio pareceu favorável à comercialização, eles buscaram ajuda do Ruraltins para formalização de uma agroindústria de polpas, a Tropical Polpas, que está em fase de finalização da regularização.
Assistida pelo engenheiro de alimentos do Ruraltins, Reldson Leal, a família conta com todo o acompanhamento técnico para a formalização do empreendimento, e ainda orientação voltada às boas práticas na produção. “Acompanhamos a produção na dona Eva desde o início com relação a documentações, manuais, planta baixa e, principalmente, na parte de registro do estabelecimento no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com todas as normas que devem ser cumpridas, e para que em breve eles possam produzir e comercializar as polpas”, afirma.
“A regulamentação das agroindústrias trazem grandes vantagens ao produtor, que além de receber esse acompanhamento de assistência pública, sai da informalidade, agrega valor ao seu produto, inspirando confiança ao consumidor, na qualidade higiênico-sanitária dos artigos, e ainda fortalece a cadeia produtiva”, reforça Reldson Leal.
Sobre as expectativas de produção, o casal está bem otimista. “Nosso foco inicial foi com a acerola, pois já temos plantados aqui uns 200 pés, mas temos uma área grande e que já está preparada para plantar também outras frutas como a goiaba, o cupuaçu, o maracujá e o açaí. Nosso objetivo inicial é produzir mil quilos de polpas, e plantar as frutas para produzir mais variedade”, relata Valdonez de Sousa Aguiar.
Para a comercialização das polpas, a pretensão dos produtores é atender os programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), bem como levar também para outras regiões do estado.
Já produtor Mikael Lopes Cavalcante está com tudo certo para em breve fazer a inauguração da Agroindústria Da Roça, na chácara Balde Cheio. Na propriedade de dois hectares destinados ao cultivo de frutíferas, o produtor buscou o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para a regularização, e do Ruraltins na assistência técnica direcionada à produção e boas práticas.
Segundo o produtor, que conta com a ajuda de quatro pessoas da família na produção, a expectativa é comercializar 30 toneladas de polpas de frutas por mês. “As polpas serão produzidas com frutas da propriedade e também adquiridas por produtores da região. Vamos comercializar polpas de acerola, maracujá, cajá, graviola”, conta.
(Secom)












