Carteiros de Augustinópolis aderem a greve nacional

quarta-feira, 26 de agosto de 2020 às 09:56
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Correios de Augustinópolis. Foto: Adão Sousa Costa.

AUGUSTINÓPOLIS – Os carteiros de Augustinópolis resolveram aderir à greve que já está ocorrendo em vários locais do país. O atendimento interno segue normalmente, mas as entregas pelos carteiros estão paralisadas, segundo informou um deles ao portal Voz do Bico.

Também participam da paralisação todos os carteiros de Tocantinópolis, Araguatins,
Esperantina e Axixá do Tocantins.

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Na última segunda-feira, trabalhadores dos Correios divulgaram uma carta aberta à população, explicando os motivos para a paralisação por tempo indeterminado. A carta foi assinada pela Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e afirma que a empresa quer retirar direitos da categoria, “mesmo com o lucro de R$ 460 milhões dos Correios no primeiro semestre de 2020”, segundo a carta.

Aviso nos Correios de Augustinópolis. Foto: Adão Sousa Costa.

“A greve não é culpa do carteiro, do atendente, do operador de triagem, do motorista ou motociclista. Eles já ganham os menores salários entre os trabalhadores de todas as estatais brasileiras. E estão tendo a remuneração reduzida através do corte de direitos”, acrescentaram os funcionários no documento.

Conforme os trabalhadores, os Correios quebraram um acordo coletivo assinado no ano passado e que seria válido até 2021. Em 2019, a empresa conseguiu uma liminar que fez com que o acordo tivesse vigência apenas até o fim deste ano.

A proposta dos Correios, criticada pelos funcionários, é de exclusão de 70 das 79 cláusulas desse acordo, o que acaba com direitos como licença-maternidade de 180 dias e adicional de risco de 30%, e reduz o vale-alimentação.

Outro lado

Já a direção dos Correios afirma em nota que “a paralisação parcial da maior companhia de logística do Brasil, em meio à pandemia da Covid-19, traz prejuízos financeiros não só aos Correios, mas a inúmeros empreendedores brasileiros, além de afetar a imagem da instituição e de seus empregados perante a sociedade”.

“Os Correios têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios dos empregados”, segue a nota.

(Com informações da Folha de São Paulo)

Veja também: Correios entram com dissídio coletivo no TST.

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