Ex-vereador Cícero Paulo pode pegar de 2 a 12 anos de prisão

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018 às 17:12
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Delegado Jacson Wutke – Paulo Palmares / VB

Alan Milhomem / Voz do Bico

AUGUSTINÓPOLIS – O ex-vereador Cícero Paulo da Costa foi denunciado por corrupção passiva circunstanciada e pode pegar de 2 a 12 anos de prisão. A informação é do delegado que presidiu o inquérito, Jacson Wutke. Em entrevista ao Voz do Bico, ele destacou as principais partes do caso e confirmou que o Ministério Público já ofereceu a denúncia contra Cícero e a Justiça acatou.

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O processo segue agora para a fase de ouvir testemunhas de defesa e acusação, mas ainda não há uma data definida para o julgamento do réu. Porém, o delegado ressaltou que, como Cícero está preso, o processo tende a ser mais rápido que os demais. Jacson também destacou que Cícero já entrou com dois pedidos de liberdade provisória, mas ambos foram negados pela Justiça.

Sobre a transferência do preso para o presídio de Tocantinópolis, o delegado afirmou que ele poderia receber tratamento diferenciado no presídio de Augustinópolis, pois era servidor público do local e muito conhecido na cidade.

Durante a entrevista, Jacson Wutke se mostrou confiante na condenação de Cícero devido às provas reunidas no processo, que de acordo com ele, comprovam todo crime cometido pelo réu. As fotos, imagens de câmera de segurança e depoimentos colhidos nas investigações mostram toda a ação criminosa, que foi receber propina para levar objetos para dentro do estabelecimento prisional.

Cícero Paulo (Divulgação).

Entenda o caso

Político antigo em Augustinópolis, já tendo exercido cargo de vereador, secretário de Saúde, direção de escolas municipais e, por último, atuava como técnico em defesa social, Cícero Paulo da Costa foi preso por policiais civis no dia 14 de dezembro na “Operação Agente Duplo”, coordenada pelos delegados Thyago Bustorff e Jacson Wutke. O caso teve grande repercussão na cidade.

Ação aconteceu após a Polícia Civil receber denúncia anônima dando conta que havia um técnico em defesa social recebendo propina para levar drogas, aparelhos celulares e outros objetos para dentro do presídio. Segundo a polícia, uma mulher da cidade de Imperatriz (MA) se encontraria com Cícero para repassar, dentre outros objetos, um celular, ceguetas e uma broca, que seriam utilizados para facilitar a fuga de detentos.

Em um carro à paisana estacionado a poucos metros do local do encontro, os policiais civis acompanharam toda a ação criminosa e, no momento em que foram repassados os possíveis objetos ligados ao crime, parte da equipe policial realizou a abordagem tática e a busca pessoal no suspeito, sendo encontrado R$ 1.600,00, que foi recebido a título de propina e estava em um dos bolsos da calça de Cícero.

Dias depois da prisão, Cicero Paulo chegou a divulgar uma nota de esclarecimento se declarando inocente e afirmando ter sido vítima de um golpe, pois não prenderam a mulher que estava com ele, que o dinheiro encontrado era de um consórcio que ele participava e, por último, Cícero destacou que trabalhava no setor administrativo do presídio e não tinha acesso às celas dos presos.

Mas segundo o delegado Jacson Wutke, essa nota de esclarecimento acabou agravando a situação do preso, isso porque todas as provas reunidas divergiam das informações divulgadas por ele. A nota de esclarecimento publicada na imprensa local foi anexada no processo e teve todos os pontos rebatidos com provas reunidas pelos investigadores.

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