
PALMAS – O Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBM) está intensificando o trabalho preventivo contra afogamentos visando a temporada de praias, que tem início oficialmente a partir do próximo fim de semana. A meta é garantir presença em todas as praias. Este ano o trabalho dos Bombeiros está sendo planejado com base no estudo Perfil do Afogamento Seguido de Óbito no Estado do Tocantins, realizado pelo especialista em Segurança Pública do CBM, capitão Antônio Luiz Soares. Segundo o autor do estudo, existem muitas maneiras de se afogar, mas quando se traça o perfil dos casos mais comuns, então a prevenção também é mais eficiente.
A meta do CBM é que em todos os pontos de veraneio do Estado haja orientação aos banhistas como forma de evitar situações de risco. Uma situação revelada pelo Estado é que dos dez afogamentos registrados em julho do ano passado, no ápice do período de praias no Tocantins, nenhum ocorreu em praia onde havia a presença de guarda-vidas. Por isso a ideia é para este ano é garantir uma cobertura mais ampla. “Em algumas praias haverá presença de guarda-vidas militares, em outras de guarda-vidas civis; aquelas com maior número de visitantes terão guarda-vidas militares e civis; e mesmo os acampamentos ou praias de menor porte terão orientação por meio de equipamentos de sons e placas com indicação de local próprio para banho e de comportamento na água”, explica o capitão Soares.
Crianças
O especialista dos Bombeiros explicou que uma das principais preocupações é em relação às crianças. Ele diz que nunca é demais repetir que quem leva criança para praia ou piscina precisa ficar cem por cento focado na criança. “Criança tem muita energia, corre muito e desaparece de vista com muita facilidade, por isso os pais ou responsáveis não podem relaxar, até porque elas não têm noção de perigo e por isso são vítimas frequentes de afogamentos”, orienta.
Ele completa outra medida para garantir a segurança dos pequenos na águia é o uso de colete, que precisa ser certificado pela Marinha do Brasil e ter a capacidade adequada para o tamanho e peso da criança. “Com o colete, mesmo que a criança seja levada para uma área mais profunda e longe da vista do responsável, ela não vai se afogar e poderá ser resgata ilesa”, reforça. Ele completa que nunca é demais lembrar que quem leva criança para passear, especialmente na água, não pode beber ou se distrair com outras atividades.
Pescaria
Somente neste mês foram registrados no Tocantins quatro afogamentos, nas cidades de Pedro Afonso, Araguatins, Itaguatins e Araguaína. Dos quatro, três foram de homens que haviam ido pescar embarcado e acabaram se afogando. O estudo realizado pelo capitão Soares mostra que o colete também pode fazer a diferença entre a vida e a morte de quem vai pescar de barco, canoa, voadeira ou qualquer outro tipo de embarcação. Nesse tipo de situação, o mais comum é naufragar por causa de correnteza ou cair na água e acabar morrendo afogado. “Nesse caso, se vai entrar em uma embarcação, é preciso usar o colete; é preciso entender que o colete não é um acessório, é um equipamento de segurança que pode salvar sua vida”, ressalta o bombeiro.
Álcool
O bombeiro diz, por fim, que sempre é bom lembrar que muitas pessoas se afogam após entrarem na água embriagadas. “Estudos médicos mostram que na mesma medida em que o álcool reduz a inibição, também reduz a força, a coordenação motora, a resistência, a capacidade respiratória e circulatória. Ou seja, diminui em muito as chances de conseguir reagir caso algo dê errado, por isso se beber e quiser entrar na água, fique em local raso e com outras pessoas por perto”, finaliza.
(Wanja Nóbrega / Jornal do Tocantins)












