Defesa protocola as Alegações Finais contra processo de cassação do prefeito Júlio Oliveira

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020 às 10:25
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Dr. Fábio Alcântara pede nulidade do processo de cassação do prefeito de Augustinópolis Foto: Paulo Palmares/ VB

AUGUSTINÓPOLIS – A defesa do prefeito de Augustinópolis Júlio Oliveira protocolou o documento no final da tarde desta quarta-feira, 08, endereçada à Comissão Processante da Câmara Municipal de Augustinópolis, presidida pelo vereador Elias Madeira, rechaçando tanto o processo de cassação quanto a denúncia do lavrador Claudenor Pereira de Sousa contra o prefeito Júlio Oliveira por supostas práticas de improbidade administrativa e de infrações político-administrativas na sua gestão.

Na peça de 34 páginas, o advogado Fábio Alcântara rebate as doze acusações feita pelo denunciante, que vai do descumprimento pelo Poder Executivo de Augustinópolis da Lei de Responsabilidade Fiscal quanto ao índice de pessoal no exercício de 2017, passando por temas como, Não realização de audiências públicas para elaboração de leis orçamentárias; Projeto de Lei Plano Plurianual (PPA), e finalizando com o desatendimento injustificado a pedido de informações da Câmara Municipal.

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DEFESA

O dr. Fábio Alcântara aponta no relatório de suas Alegações Finais vários pontos que considera fora de conformidade com alguma lei vigente ou o que considera arbitrariedades como o decorrer de prazos (O  Denunciado  foi  intimado  da  data  da  audiência  de  instrução  e  recebeu somente  cópia  do  parecer  da  Comissão), e até documento, que segundo ele se encontras rasurado (Após  a  emissão  dos  pareceres  pelo  despacho  de  folhas  735/738,  cuja  numeração encontra-se rasurada, o que levanta a suspeita de fraude) e intimações em dias não úteis.

Nas páginas seguintes de suas Alegações Finais o dr. Fábio Alcântara assenta em seu relatório números e publicações que considera “vícios”, que no linguajar jurídico quer dizer “irregularidade processual” que poderá determinará a nulidade do processo.

Por fim, o advogado alega total inexistência das infrações constante na denúncia de Claudenor Pereira, pedindo a nulidade do processo por ausência de justa causa diante da clara antecipação de julgamento do Tribunal de Contas do Tocantins, fraude  na  autuação  dos documentos  do  processo  por  meio  de  sobreposição  de folhas  do  processo  sobre  tinta  corretiva,  com o fim de ludibriar a defesa e o Judiciário;   nulidade  do  processo  pela  suposta  intempestividade, por total improcedência  dos  pedidos.

JULGAMENTO

O vereador Elias Madeira disse que após o recebimento das Alegações Finais a Comissão Processante, composta ainda pelos vereadores Cabeção e Solange Araújo, irá internamente analisar os questionamentos do advogado, acatá-las ou dar prosseguimento no processo que pode resultar no afastamento do prefeito Júlio Oliveira, ainda sem data marcada.

 

(Redação Voz do Bico)

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