Em greve, três agências dos Correios fecham no Bico do Papagaio

segunda-feira, 12 de março de 2018 às 15:30
850
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Alan Milhomem / Voz do Bico*

AUGUSTINÓPOLIS – Os Correios confirmaram, por meio de nota, que três agências de cidades do Bico do Papagaio amanheceram fechadas por causa da greve dos servidores nesta segunda-feira (12). Não estão funcionando as agências Ananás, Angico e São Bento. Em todo o Tocantins, segundo os Correios, 12 agências estão fechadas nesta segunda-feira. No restante dos municípios, as agências estão abertas e todos os serviços estão disponíveis.

Publicidade

Os funcionários dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (12). De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os trabalhadores são contra mudanças no plano de saúde da empresa, que preveem o pagamento das mensalidades pelos funcionários e a retirada de dependentes dos contratos.

Além disso, os trabalhadores são contra as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários; a terceirização na área de tratamento; a privatização da estatal; a suspensão das férias dos trabalhadores; a extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área administrativa. Os funcionários também querem a contratação de funcionários por meio de concurso público, a segurança nos Correios e o fim dos planos de demissão.

Por meio de nota, os Correios disseram que “entende o movimento atual como injustificado e ilegal, pois não houve descumprimento de qualquer cláusula do acordo coletivo de trabalho da categoria”.

Ainda segundo a nota, a paralisação dos servidores está relacionada, principalmente, às discussões sobre o custeio do plano de saúde da empresa, que contempla os empregados, dependentes e cônjuges, pais e mães dos titulares.

“O assunto foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores desde outubro de 2016 e, após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a empresa se viu obrigada a ingressar com pedido de julgamento no TST. Para se ter uma ideia, hoje os custos do plano de saúde dos trabalhadores representam 10% do faturamento dos Correios, ou seja, uma despesa da ordem de R$ 1,8 bilhão ao ano”, diz a nota.

A nota finaliza destacando a crise financeira que a empresa vem passando. Segunda os Correios, a crise é resultado da queda expressiva do volume de correspondências, objeto de monopólio, e da falta de investimentos em novos negócios nos últimos anos. “Estes, dentre outros fatores, vêm repercutindo nas contas dos Correios e, neste momento, um movimento dessa natureza serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada da estatal e, consequentemente, de seus empregados”, conclui a nota. (*Com informações da Assessoria) 

-- Publicidade --