Engenheiro especialista em pontes explica os detalhes técnicos da implosão da Ponte Juscelino Kubitschek

sábado, 1 de fevereiro de 2025 às 10:13
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Presidente do Crea-TO destaca a complexidade da operação e os cuidados com o meio ambiente. – Foto: Divulgação

O Presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Tocantins (Crea-TO), Daniel Iglesias, especialista em estruturas de pontes, analisou detalhadamente a implosão da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava os estados do Tocantins e Maranhão. A implosão será realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e está marcada para domingo (2), às 14h. Em entrevista, ele destacou a complexidade da operação e a importância de um planejamento rigoroso para garantir a segurança e minimizar os impactos ambientais.

Iglesias, que também é professor de estrutura de pontes, destacou a complexidade da operação e a necessidade de um planejamento rigoroso. “A implosão não é apenas derrubar uma estrutura, é uma obra de engenharia em si. Exige um projeto detalhado, considerando desde a localização dos explosivos até o impacto ambiental”, explicou.

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O especialista também abordou a questão dos impactos ambientais da implosão. “A área de queda dos destroços foi cuidadosamente delimitada para minimizar os danos ao meio ambiente, especialmente ao rio Tocantins. A retirada dos fragmentos da ponte será realizada de forma rápida e eficiente, evitando contaminação”, garantiu.

O presidente do Crea-TO enfatizou a importância de seguir todos os protocolos de segurança durante a operação, garantindo a proteção da população e do meio ambiente. Ressaltou a importância de analisar a viabilidade de manter ou demolir a estrutura restante da ponte após o acidente. “O estudo técnico concluiu que a melhor opção era a demolição completa, e a implosão se mostrou a técnica mais segura e eficiente para essa tarefa”, afirmou.

O especialista também alertou para a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa das estruturas existentes, especialmente aquelas que apresentam sinais de desgaste ou comprometimento. “Temos outras pontes no Tocantins com condições semelhantes à da ponte que caiu. É preciso agir de forma proativa para evitar novas tragédias”, disse.

Iglesias ressaltou ainda que a engenharia possui protocolos e normas específicas para a inspeção e manutenção de pontes, como a NBR 9452. O presidente destaca que o engenheiro tem o conhecimento técnico para essa avaliação, afinal, “a engenharia nos oferece todas as ferramentas para prevenir acidentes como esse, mas a decisão final de investir em manutenção e segurança perpassa muitas instâncias superiores”, afirmou o presidente do Crea-TO.

(Comunicação Crea-TO)

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