Estudo científico sobre hanseníase no Bico do Papagaio aponta soluções para a saúde pública

terça-feira, 26 de janeiro de 2021 às 10:26

BICO – Em homenagem ao Dia Nacional de Combate à Hanseníase, comemorado no dia 26 de janeiro, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) destaca um estudo inédito realizado no Bico do Papagaio, oriundo de uma tese de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em Sanidade Animal e Saúde Pública nos Trópicos (PPGSaspt) da Universidade Federal do Tocantins (UFT), câmpus Araguaína. O resultado da pesquisa aponta caminhos para a melhoria da atenção à saúde relacionada à hanseníase na região.

O estudo de autoria do enfermeiro augustinopolino Dennis Gonçalves Novais, professor da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) e mestre em Sanidade Animal e Saúde Pública, avaliou possíveis fatores determinantes da doença no Bico do Papagaio, por meio de entrevistas com pacientes notificados para hanseníase entre 2016 e 2018. O professor também analisou dados da doença registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação entre 2008 e 2018.

Enfermeiro Dennis, autor da pesquisa. Foto: Divulgação/UFT.
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Como toda pesquisa científica requer tempo, durante o período de estudo epidemiológico, foram contabilizados 1.257 casos novos, sendo que a maior prevalência da doença ocorreu no sexo masculino (54,49%). “Também foi identificado que a frequência da doença atinge pessoas com baixa escolaridade, em torno de 60,76%. Já os moradores da zona urbana apresentaram a maior incidência da doença, com 74,14% dos casos. O estudo também apontou que indivíduos que relataram casos anteriores de hanseníase na família tiveram mais chance de infecção, indicando a importância da identificação e proteção dos contactantes pelo sistema de saúde da região do Bico do Papagaio”, explica o pesquisador.

(Ascom Fapto)

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