Giltão candidato do PV: Consenso ou imposição

domingo, 13 de setembro de 2020 às 20:07
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Logo do PV. Imagem: Reprodução.

AUGUSTINÓPOLIS – Neste domingo, dia 13, portais de notícias da região do Bico do Papagaio noticiaram que o Partido Verde augustinopolino “fechou consenso” em torno do nome do servidor público Gilton Venâncio, o Giltão, como candidato da legenda para disputar a Prefeitura de Augustinópolis. Infelizmente isso não é verdade.

Pelo que o portal Voz do Bico levantou junto a membros do partido em Augustinópolis, estes não se reuniram como deveria acontecer e democraticamente “fecharam consenso”. Portando não foi uma decisão partidária e muito menos democrática. Foi uma decisão unilateral da presidência estadual que levou a presidente municipal, Vanderlei Arruda, a fazer o tal “consenso”.

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Outra coisa que chama a atenção é o uso do substantivo masculino “consenso”, como se isso fosse o suprassumo da democracia. Democracia é antes de mais nada dissenso. Enquanto consenso é concordância de opiniões ou pensamentos – o que não existe hoje dentro  do PV Augustnopolino -, o dissenso pressupõe o contrário. Pressupõe o debate de ideias, a opinião dos contrários e, por fim, sacramenta-se a vontade da maioria por meio dos votos de quem tem a prerrogativa para tanto, no caso os convencionais.

O que aconteceu, goste ou não, foi imposição da direção estadual do PV para que o presidente abrisse mão do seu direito legítimo de ir para a disputa e isso abre lacunas que podem servir de espaço para inserções de discursos duplos, que servem como pano de fundo para a sustentação de uma ordem antidemocrática dentro do partido.

Infelizmente, neste momento são muitos os interesses políticos, e podem estarem certos, a maioria não republicanos. As vontades das instâncias superiores se sobrepõem às questões e debates nas instâncias inferiores. Ou seja: ou é do jeito que o Diretório Estadual (porque com certeza está de olho) quer, ou não é, e não é a primeira nem a última vez que isso acontece em Augustinópolis, nem no Tocantins e muito menos no Brasil. Aquele velho ditado: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Na leitura que se faz dos últimos acontecimentos, a deputada estadual Claudia Lélis não cumpriu o que tinha prometido há uma semana. Esteve aqui reunida com os verdes augustinopolinos e prometeu que o candidato a prefeito do partido seria decidido por meio do resultado de uma pesquisa. Se esta pesquisa foi feita, não foi divulgada publicamente, e todos sabem que pesquisa não é o instrumento legal para escolher o candidato ou os candidatos de um partido, exceto que isso esteja no estatuto do PV. Creio que não. Pelo comum, são os convencionais que decidem.

Por fim, a decisão que deveria ficar restrita ao âmbito da Comissão Provisória do partido em Augustinópolis teve interferência do Diretório Estadual, independentemente de ser legal ou não, impondo garganta abaixo do partido o nome de Gilton Venâncio. Resta saber se a presidência terá a mesma “competência” para empurrar garganta abaixo (ou melhor, urna abaixo) o voto no eleitorado no candidato da preferência do Diretório Estadual.

Por: Paulo Palmares.

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