Justiça realiza ações de incentivo a participação dos indígenas no processo eleitoral

segunda-feira, 23 de abril de 2018 às 16:20
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Divulgação / TRE-TO

TOCANTINÓPOLIS – Para garantir a efetivação plena dos diretos de cidadania a todos, a Justiça Eleitoral do Tocantins está promovendo ações de conscientização junto a comunidades indígenas. Nesse fim de semana, uma equipe visitou as Aldeias São José e Mariazinha, no município de Tocantinópolis. A ação nas duas aldeias reuniu indígenas de cerca de 40 aldeias da etnia Apinajé, que receberam informações sobre a importância da participação das comunidades indígenas no processo eleitoral.

As visitas nas aldeias integram o projeto do TRE-TO de Inclusão Sociopolítica das Comunidades Indígenas do Tocantins, buscando a efetivação plena dos direitos de cidadania. De forma lúdica, a iniciativa promoveu a conscientização cívica e a preparação dos eleitores indígenas para participarem ativamente do processo eleitoral, estimulando e preparando para a vivência político-democrático.

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O juiz eleitoral, Luis Otávio de Queiroz Fraz, usou uma linguagem acessível e descontraída para explicar aos indígenas Apinajés as três formas para participação no processo eleitoral. “A primeira delas é termos mesários voluntários saídos das aldeias, que conhecem o dialeto para orientar de forma correta na hora do voto. A segunda forma é os indígenas eleitores votarem com consciência e não venderem o seu voto. Outra forma é os próprios indígenas se organizarem politicamente através das suas lideranças para elegerem um representante tanto no legislativo, como no executivo municipal e estadual”, ressaltou.

De acordo com o pedagogo Cassiano Apinajé, a inserção dos indígenas no processo eleitoral e o desejo de eleger um representante é muito grande, “mas a desunião do nosso povo é o maior impedimento, e a intervenção do homem branco nas aldeias é um dos fatores que nos dividem ainda mais”, afirmou.

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A líder indígena e professora na Aldeia Botica, Aparecida Pereira Apinajé, parabenizou a iniciativa da Justiça Eleitoral do Tocantins, que pela primeira vez trouxe conhecimento para os indígenas que, segundo ela, geralmente são sempre esquecidos pelas instituições. “As informações foram repassadas de forma clara e objetiva, onde todos puderam compreender, agora nossa missão é colocar em prática tudo que aprendemos aqui”, disse.

Segundo o chefe de Cartório, Elias Mesquita, ao todo cerca de 800 eleitores indígenas, integrantes da 9ª ZE de Tocantinópolis, estão aptos a votar nessas eleições e orientou, “aqueles que ainda não fizeram a inscrição eleitoral ou precisam regularizar a situação do seu título de eleitor devem procurar o Cartório de Tocantinópolis até o dia nove de maio”, destacou.

Durante as ações da Justiça Eleitoral nas aldeias, os indígenas participaram do jogo de tabuleiro que é aplicado com pedagogia interativa e lúdica, e por meio de perguntas e respostas que abordam relevantes temas como cidadania, democracia, processo eleitoral, corrupção, voto consciente, entre outros.

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Para orientar como votar corretamente na urna eletrônica, a coordenadora da Ação, Ana Carina Mendes Souto, elaborou um manual bilíngue, traduzido para o dialeto indígena com o auxílio do pedagogo Cassiano Apinajé.

“Esse manual foi muito importante, pois aprendi como votar e que devemos anotar o número dos nossos candidatos para levar no dia eleição, eu vou participar das eleições pela primeira vez esse ano, por isso a simulação de uma votação na urna eletrônica me ajudou muito”, contou o adolescente de 16 anos Mardônio Apinajé. (Redação Voz do Bico, com informações do TRE-TO)

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