
Alan Milhomem / Voz do Bico
AUGUSTINÓPOLIS – Durante a coletiva na manhã desta quinta-feira (26), o delegado da Polícia Federal, Alan Reis, disse que a maior parte dos investigados nas operações de combate aos crimes de internet estão na região Norte do Tocantins, mais conhecida como Bico do Papagaio, e na cidade de Araguaína.
Na Operação Backdoor, deflagrada nesta quinta-feira, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do Bico do Papagaio. Segundo a PF, o prejuízo causado pelo grupo foi estimado em R$ 10 milhões. A Polícia Federal não divulgou o nome dos presos na operação.
“Hoje a gente conseguiu expandir um pouco mais a operação. A gente saiu dos muros do Tocantins e conseguimos apontar participação desses criminosos no estado do Goiás, onde foi cumprindo um mandado de busca e um de prisão; no estado da Bahia, onde também foi cumprido um mandado de busca e prisão; no estado do Maranhão, onde foram cumpridas duas buscas e duas prisões; e na região do Bico do Papagaio, em Maurilândia, Augustinópolis e Praia Norte, bem como na cidade de Araguaína”, relatou o delegado Alan Reis.
Na operação desta quinta-feira, mais de 70 policias estiveram nas ruas cumprindo 24 mandados expedidos pela Vara Criminal de Augustinópolis, sendo oito de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos até às 7h.
Conforme a PF, o grupo cometia várias fraudes, comprava mercadoria oriunda de fraude e comercializava dados bancários das vítimas. O delegado disse que eles não formam uma organização criminosa, pois não tem uma hierarquia dentro do grupo nem uma estrutura que configura organização, porém existe uma relação entre os grupos e há troca de informações entre eles.
Sobre o modo de atuação, o delegado disse que “os hackers usavam contas de redes sociais de terceiros para fazer anúncios contendo programas maliciosos. Essas pessoas que anunciavam essas páginas falsas recebiam mercadorias e também faziam a receptação desses bens para depois encaminhar aos crackers ou hackers”, afirmou.

Conforme a PF, os presos na operação serão ouvidos em cada estado e depois encaminhados para cadeias na cidade onde foram presos. Eles vão responder pelos crimes de estelionato, furto qualificado e invasão de dispositivos de informática.
A polícia conseguiu descobrir o caso após realizar perícia em computadores apreendidos com dois suspeitos durante a Operação Cracker, em maio de 2017. Nas investigações, a PF encontrou um ‘rol de criminosos’ especialistas em fraudes pela internet. As investigações deram origem a Operação Operação Dr. Cross, deflagrada no início desta semana, e a Operação Backdoor, nome do software que era infiltrado no computador da vítima para realizar as fraudes.












