Manifestações contra cortes na educação movimentam Bico do Papagaio

quarta-feira, 15 de maio de 2019 às 13:03
Manifestantes tomam as ruas de Araguatins – Foto: Davi de Sousa Silva

A manhã desta quarta-feira (15) foi marcada por manifestações em resposta aos cortes no orçamento da educação anunciadas pelo governo Bolsonaro. No Tocantins, pelo menos 70% das escolas da rede pública não estão funcionando hoje. Nos dois principais municípios do Bico do Papagaio, Araguatins e Augustinópolis, os trabalhadores da educação e alunos também se mobilizaram.

Com cartazes, faixas e carros de som, centenas de estudantes, profissionais da educação e demais simpatizantes da causa saíram as ruas e demonstraram a insatisfação com a política adotada pelo atual governo. A paralização segue durante todo o dia e os participantes das manifestações agora acompanham a sabatina do ministro da Educação, Abraham Weintraub, no plenário da Câmara dos Deputados, sobre os cortes no orçamento da educação.

Araguatins

Manifestantes tomam as ruas de Araguatins – Foto: Davi de Sousa Silva

Em Araguatins as manifestações foram encabeçadas por estudantes e professores do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), contando com o apoio de outras instituições. O grupo se organizou nas proximidades da rodoviária municipal, e partiram rumo a Câmara Municipal, percorrendo as avenidas da cidade. Durante a tarde o grupo deve se concentrar na feira ecológica de Araguatins, para conversar com os produtores locais e abordar a importância do IFTO para a região.

O aluno, Davi de Sousa Silva, esteve nas manifestações e expôs a preocupação que os estudantes vivem hoje diante do cenário que vêm sendo construído pelo Governo Federal. “Hoje nós vivemos um dia histórico. E essa manifestação não busca fazer política, mas sim defender os direitos dos estudantes pobres, aqueles que mais precisam do apoio do poder público para estudar”, declarou.

O professor do IFTO, Daniel Freitas, falou também dos impactos regionais que os cortes podem causar. “Nos saímos as ruas para defender também a sustentabilidade socioeconômica da nossa região. O bloqueio de 30% no orçamento do IFTO significa quase R$ 2 milhões a menos circulando na nossa cidade. Isso significa menos renda, menos empregos e mais pobreza na nossa região”, explicou.

Augustinópolis

Manifestações em Augustinópolis – Foto: Paulo Palmares

Em Augustinópolis os manifestantes, convocados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet), partiram da praça Ari Valadão, no centro da cidade e percorreram várias ruas, se organizando na praça da prefeitura. Com cartazes e carro de som, os manifestantes reivindicavam o orçamento para a educação pública.

A presidente regional do Sintet, Coracy Paula, declarou que o momento é de unir forças para garantir direitos e mantar os orçamentos que, segundo ela, já são mínimos e não comportam nenhuma redução. “Precisamos lutar pela educação. Essa manifestação demonstra a indignação e a preocupação que estamos com o atual cenário. Essa foi a primeira paralização, mas já estamos organizados para uma paralização geral, em todas as áreas públicas, para o dia 14 de junho, caso esse quadro não mude até lá”, contou.

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