Pesquisa aponta impactos da pandemia em comunidades rurais do Bico do Papagaio

segunda-feira, 31 de agosto de 2020 às 10:41
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Atividades realizadas nas comunidades da zona rural. Fotos: Divulgação/APA-TO.

BICO – A organização não governamental Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO) realizou uma pesquisa com moradores de 13 comunidades rurais do Bico do Papagaio para identificar quais os principais desafios enfrentados pelos agricultores neste momento de pandemia.

Foram entrevistados moradores de povoados, projetos de assentamento, acampamentos, territórios quilombolas e áreas coletivas de uso da propriedade. As comunidades que participaram do levantamento são dos municípios de São Miguel, Sítio Novo, Axixá, Buriti, Carrasco Bonito, Araguatins e Esperantina.

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Na maioria das comunidades, a produção da safra suprirá as necessidades da população no máximo até setembro. E os moradores se preocupam com o fato de não estarem comercializando a produção em função do fechamento dos mercados e da suspensão das feiras.

Além disso, 66% das comunidades expõem como um dos grandes desafios conter a entrada de pessoas das cidades para usufruir espaços de lazer e bares nas comunidades, o que causa aglomerações.

Alguns dos maiores problemas enfrentados nas zonas rurais apontados foram: dificuldade de acesso suficiente a produtos de higiene, alimentos e água tratada; falta de acesso a medicamentos por algumas pessoas; e pouca disponibilidade do serviço público de saúde, com ausência da visita dos agentes de saúde e dificuldade de conseguir consultas médicas, além de carência de informações e de assistência dos gestores públicos.

Elizete da Costa Souza vive no povoado Juverlândia, município de Sítio Novo. Segundo ela, o impacto da crise começou no momento em que as famílias não puderam mais comercializar as produções agroecológicas. “Com a pandemia, as feiras em que as pessoas vendiam os produtos fecharam. As escolas, que estavam entre os principais compradores, para a alimentação escolar, também pararam. Mas aos poucos, a gente começou a ver outras possibilidades por meio de parcerias com as organizações”, contou.

(Informações: assessoria APA-TO)

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