PC investiga funcionários fantasmas no Governo do Tocantins e realiza buscas no Palácio Araguaia 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018 às 12:13
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Foto: Ana Paula Rehbein / TV Anhanguera

PALMAS – A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta sexta-feira (7), mandados de busca e apreensão no Palácio Araguaia, sede do Governo do Tocantins, em Palmas. As investigações fazem parte da Operação Catarse, que investiga casos de funcionários fantasmas no governo estadual. Os mandados foram cumpridos na Secretaria-Geral de Governo. No caso de duas servidoras investigadas, os prejuízos aos cofres públicos seriam superior a R$ 300 mil.

A operação foi iniciada pela Delegacia de Investigação Criminal (Deic) de Araguaína. Um dos casos investigados é da enfermeira Alcyany Chaves de Melo Feitosa. O delegado José Anchielta informou que ela é concursada como enfermeira e trabalhava no Hospital Regional de Araguaína, mas foi cedida a Secretaria de Articulação Política em junho de 2017 e estaria estudando Medicina no Paraguai, mas recebendo o salário normalmente.

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“Fizemos contato com a Interpol para que documentos da universidade fossem requisitados. Comprovou-se que ela está matriculada na faculdade e fazendo o curso regularmente. Além disso, vive postando nas redes sociais fotos no outro país em dias que deveria estar trabalhando”, disse o delegado.

De acordo com as investigações, a enfermeira recebia em média R$ 4 mil por mês e o prejuízo aos cofres públicos neste caso foi de R$ 60 mil. Outro caso investigado pela Deic de Araguaína é da dona de um hotel de luxo em Araguaína. Kátia Borba Neves é concursada como farmacêutica, mas em 2016 foi cedida da Secretaria de Saúde para a Secretaria de Governo e estaria recebendo os salários sem receber a função.

Nessa quinta-feira (6), mandados de busca e apreensão foram cumpridos no hotel e na casa da empresária. No caso dela, o prejuízo é estimado em R$ 250 mil.

Sobre o caso da farmacêutica, o Governo do Tocantins, por meio de nota, disse que  a servidora foi cedida por três períodos a então Secretaria-Geral de Governo e Articulação Política durante o governo de Marcelo Miranda. Ainda segundo a nota, no dia 11 de agosto deste ano a servidora entrou em licença por interesses particulares sem remuneração.

Sobre as ações da Polícia Civil nesta sexta-feira (7), o Governo do Tocantins ainda não se manifestou. (Com informações do G1 Tocantins)

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