Prisão do vereador Antônio Queiroz é convertida de temporária para preventiva, confirma polícia

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019 às 10:20
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Antônio Queiroz. Foto: Divulgação

Redação Voz do Bico

AUGUSTINÓPOLIS – A Polícia Civil confirmou que a prisão do vereador de Augustinópolis Antônio Queiroz foi convertida de temporária, com prazo de 5 dias, para preventiva, sem prazo pré-definido para soltura. O vereador estava foragido desde a última sexta-feira (25), mas se entregou na tarde dessa terça-feira (29) na delegacia de Paraíso do Tocantins, onde se encontra preso na Casa de Prisão Provisória da cidade.

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Antônio Queiroz era considerado foragido desde sexta-feira, quando a Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram a Operação Perfídia para cumprir mandados de prisão contra 10 vereadores de Augustinópolis e 14 mandados de busca e apreensão. Na ação foram presos os vereadores: Maria Luisa de Jesus do Nascimento (Luizinha), Antônio Silva Feitosa, Antônio Barbosa Sousa, Ozeas Gomes Teixeira, Francinildo Lopes Soares (Nildo Lopes), Angela Maria Silva (Angela do Rapadura), Marcos Pereira de Alencar (Marquim da Igreja) e Wagner Mariano Uchôa (Vaguim do Hospital). O vereador Edvan Neves Conceição (Neguim da Civil) não foi encontrado pela polícia, mas se apresentou na delegacia durante a madrugada de sábado (26).

Os parlamentares ficaram presos na Cadeia Pública de Augustinópolis e foram soltos na noite terça-feira (29), após se encerrar o prazo da prisão temporária e a Polícia Civil não pedir prorrogação. Vários amigos e parentes se aglomeraram na frente do presídio e para receber os vereadores na saída. A maioria saiu chorando e foi recebida com aplausos. Nenhum dos nove vereadores quiseram falar com imprensa. Os dois advogados que atuam na defesa dos parlamentares também preferiram não se pronunciar.

O Portal Voz do Bico tenta contato com a defesa do vereador Antônio Queiroz para saber quais ações serão adotadas.

Operação Perfídia

Deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público Estadual, a Operação Perfídia investiga a cobrança de propina por parte dos parlamentares para votar projetos do Executivo na Câmara Municipal de Augustinópolis. Segundo as investigações, os vereadores recebiam valores mensais de R$ 1,5 mil a R$ 8 mil por mês. O valor era definido por grau de influência do parlamentar. Ainda conforme as investigações, os vereadores Edvan Neves (Neguim da Civil) e Maria Luisa de Jesus (Luizinha) lideravam o esquema.

Foram expedidos 10 mandados de prisão contra vereadores de Augustinópolis e mais 14 mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal, prefeitura e nas casas dos vereadores. A Justiça também determinou o afastamento dos 10 vereadores por 180 dias e 10 suplentes já assumiram o cargo no sábado (26). Os novos vereadores analisam formar comissão processante para cassar o mandato dos parlamentares que foram presos.

Depois de cumprirem prisão temporária, nove vereadores de Augustinópolis deixam o presídio

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