Brasileiros sacaram R$ 44 bi de contas inativas do FGTS

segunda-feira, 7 de agosto de 2017 às 15:56
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Agência da Caixa no Rio de Janeiro – Monica Imbuzeiro / Agência O Globo

Os brasileiros sacaram R$ 44 bilhões de recursos de contas inativas do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). A procura superou expectativas do governo. Segundo a Caixa Econômica Federal, oito em cada dez pessoas que tinham o direito de fazer o resgate requisitaram o dinheiro. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira pela instituição financeira.

Ao todo, 25,9 milhões de pessoas foram beneficiadas. Quando anunciou a liberação dos recursos, o governo estimava que 30,2 milhões de brasileiros teriam direito ao saques. No entanto, durante o processo, constatou-se que mais pessoas poderiam ter o benefício: 32,7 milhões. Isso porque vários trabalhadores foram às agências para atualizar os dados, ou seja, mostraram a carteira de trabalho com rescisões de contratos que não estavam registradas na Caixa. Dos cotistas que poderiam sacar, 79% exerceram o direito.

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O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, explicou que essas retificações ainda fizeram os valores serem maior que o esperado inicialmente. Quando anunciou a possibilidade de o trabalhador retirar os recursos das contas inativas, o governo calculava que – no máximo – o brasileiro poderia sacar até R$ 43,6 bilhões. Já considerava, entretanto, que alguns não exerceriam o benefício por terem disponível um valor muito baixo.

Occhi ressaltou que apenas quem estava impossibilitado de sacar por doença ou por prisão pode ainda efetuar o resgate das contas inativas. Essa possibilidade está aberta até o fim do ano que vem. O presidente da Caixa disse ainda que o governo não pretende reabrir o prazo para saques.

— Está descartado. Não há a mínima possibilidade de a Caixa ampliar o prazo — falou o presidente.

O governo tinha a previsão de que o resgate das contas inativa do FGTS poderia dar um impulso de 0,5% ao Produto Interno Bruto (PIB). Questionado, se não fosse a injeção desses recursos, o país teria mais um ano de recessão, Occhi afirmou ser difícil responder, mas ressaltou a importância da liberação dos recursos para a reativação da atividade.

PRAZO MAIOR PARA PRESOS E PORTADORES DE DOENÇAS GRAVES

Um decreto assinado pelo presidente da República, Michel Temer, prorrogou o prazo de resgate até 31 de dezembro de 2018 apenas para quem comprovar que não pode comparecer pessoalmente às unidades no cronograma. Essa regra se aplica a pessoas com doenças graves e presos, por exemplo. Na última segunda-feira, as regras foram detalhadas no Diário Oficial da União.

(O GLOBO)

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